10 Dicas para Ler Mais e Melhor



Tim Challies

O assunto “leitura” tem ocupado minha mente nos últimos tempos. Eu adoro ler, mas freqüentemente recebo e-mails de pessoas que lutam para ler e para gostar de ler. Por isso achei que poderia ser útil montar uma lista de dicas para ler mais e melhor. Espero que vocês considerem úteis.

Leia - Começamos com o óbvio: você precisa ler. Mostre-me uma pessoa que mudou o mundo e que gastou seu tempo assistindo televisão e eu te mostrarei mil que preferiram gastar seu tempo lendo. A menos que ler seja sua paixão, você precisa ser muito criterioso em separar tempo para ler. Você talvez precise se forçar a isso. Estabeleça um objetivo que seja razoável para você ("Vou ler três livros este ano" ou "Vou terminar este livro antes do fim do mês") e trabalhe para concretizá-lo. Separe tempo diariamente ou todas as semanas e tenha a certeza de que realmente irá pegar o livro durante esses momentos. Encontre um livro que trate de algum assunto de particular interesse para você. Você pode até achar benéfico encontrar um livro que parece interessante – um belo livro com uma capa atraente. Ler é uma experiência e a experiência começa com a aparência e a impressão que o livro causa. Portanto, encontre um livro que aparentemente vai te agradar e comece a lê-lo. E quando terminar, encontre outro e faça tudo novamente. E mais uma vez.

Leia Amplamente – Estou convencido de que uma das razões para que as pessoas não leiam mais do que lêem é que elas não variam suficientemente a sua leitura. Qualquer assunto, não importa quanto ele te interesse, pode começar a tornar-se árido se você focalizar toda sua atenção nele. Portanto, leia amplamente. Leia ficção e não-ficção, teologia e biografia, atualidades e história. Certamente você desejará focalizar a maior parte da sua leitura em uma área particular, e isso é saudável e bom. Mas assegure-se de variar sua dieta.

Leia Metodicamente – Da mesma forma que lê amplamente, assegure-se de ler metodicamente. Escolha seus livros cuidadosamente. Se você for negligente em fazer isso, corre o risco de perceber que ignorou uma determinada categoria por meses ou anos a fio. Al Mohler, ele mesmo um leitor voraz, divide os livros em seis categorias: Teologia, Estudos Bíblicos, Vida da Igreja, História, Estudos Culturais, e Literatura e tem permanentemente algum projeto em cada uma dessas categorias. Você pode estabelecer suas próprias categorias, mas tente assegurar-se de está lendo alguma coisa em todas elas de forma regular. Escolha livros que se ajustem em cada uma dessas categorias e planeje sua leitura de antemão. Assim você saberá qual livro será o próximo. Freqüentemente, a expectativa pelo próximo livro é uma força motivadora para completar o atual.

Leia Interativamente – A leitura é mais bem executada, pelo menos ao desfrutar de livros sérios, quando você trabalha duro para entender o livro e quando interage com os argumentos do autor. Leia com uma caneta marca-texto e um lápis na mão. Faça perguntas ao autor e espere que ele as responda ao longo do texto. Rabisque notas nas margens, escreva perguntas por toda a contra-capa, e volte freqüentemente a elas (e, se as perguntas permanecerem sem resposta, tente até mesmo entrar em contato com o autor!). Realce as porções mais importantes do livro, ou aquelas para as quais você pretende retornar depois. Como diz Al Mohler, "Livros são para serem lidos e usados, não para serem colecionados e mimados." Eu descobri que escrever críticas sobre os livros que li é uma forma preciosa de retornar, pelo menos mais uma mais vez, ao livro para ter certeza de que eu entendi o que o autor estava tentando dizer e como ele disse. Portanto, interaja com esses livros de forma a torná-los seus.

Leia com Discernimento – Apesar dos livros terem um incrível poder para fazer o bem, desafiar, fortalecer e edificar, eles também têm grande poder para fazer o mal. Já vi vidas serem transformadas por livros, mas também já vi vidas serem esmagadas. Por isso tenha certeza de que lê com discernimento, sempre comparando os livros que lê com o padrão das Escrituras. Se você encontrar um livro que é particularmente controverso, pode valer à pena procurar uma análise que interaja criticamente com os argumentos ler com uma pessoa que entenda melhor os argumentos e suas implicações. Você não precisa temer livros ruins desde que leia com um olho crítico e com um coração cheio de discernimento.

Leia Livros Pesados - Pode ser intimidador encarar algumas dessas obras volumosas ou séries de volumes que repousam em sua estante, mas certifique-se de arrumar tempo para ler alguns desses trabalhos mais sérios. Uma pessoa só pode crescer um certo tanto enquanto se mantiver em uma dieta de livros sobre Vida Cristã. Enverede por um pouco de Jonathan Edwards ou João Calvino. Leia a Teologia Sistemática de Grudem ou a série “No Place for Truth” de David Wells. Você certamente os considerará vagarosos, mas também verá o quanto são recompensadores. Comprometa-se a ler algum desses volumes pesados como uma parte regular da sua dieta de leitura.

Leia Livros Leves - Enquanto livros densos deveriam ser a dieta principal de um leitor sério, não há nada errado em dar um tempo para ocasionalmente desfrutar um romance ou uma leitura leve. Depois de ler dois ou três bons livros, permita-se ler qualquer outra coisa como um Clancy, Grisham ou Peretti, que nunca mudou a vida de quem quer que seja. Deixe-se levar por alguma boa história de quando em quando. Você perceberá que elas te refrescam e te preparam para ler o próximo livro pesado.

Leia Livros Novos – Fique de olho no que é novo e popular e considere a leitura daquilo que outras pessoas em sua igreja ou sua vizinhança estão lendo. Se “O Segredo” estiver vendendo milhões de cópias, considere a sua leitura de forma que você saiba o que as pessoas estão lendo e assim você pode tentar discernir por que as pessoas estão lendo algo assim. Use seu conhecimento desses livros como uma ponte para falar com as pessoas sobre os livros delas e o que as leva a lê-los. Use seu conhecimento desses livros para saber o que outros cristãos estão lendo e entender o porquê dessa leitura.

Leia Livros Antigos - Não leia só livros novos. Não tenho como dizer isso melhor do que C.S. Lewis: "É uma boa regra, depois de ler um livro novo, nunca se permitir outro novo até que se leia um antigo entre os dois. Se isso for demais para você, então leia um velho pelo menos a cada três novos. Toda era tem sua própria perspectiva. Esta é especialmente boa para ver certas verdades e especialmente sujeita a cometer certos erros. Nós todos, portanto, precisamos dos livros que corrigirão os erros típicos de nossa própria era. E isso aponta para os livros antigos". Portanto, leia livros antigos, não importando se isso significa os clássicos ou se são simplesmente livros de uma geração ou duas antes da sua. E certifique-se de ler história também, já que não há melhor maneira de entender o hoje, do que entendendo o ontem.

Leia o que seus Heróis Leram – Há dois anos, enquanto eu estava na Shepherds’ Conference, um jovem que estava envolvido no ministério, mas que não tinha tido a oportunidade de freqüentar um seminário, perguntou a John MacArthur o que ele lhe recomendaria para que pudesse continuar a aprender e crescer no seu conhecimento de teologia. A resposta de MacArthur foi simples. Ele disse que esse pastor deveria encontrar homens piedosos que ele admira e ler o que eles leram. Portanto, faça isso! Encontre as pessoas que você admira e leia os livros que mais as transformaram. Compilei uma pequena lista em Discerning Reader. Apesar do conteúdo ser ainda um pouco escasso, espero poder acrescentar mais algumas listas em breve. Mesmo em sua forma atual este pode ser um bom ponto de partida para você.

Algumas das razões comuns para fazer psicoterapia são:

•querer fazer mudanças positivas em sua vida

•dificuldades com relacionamentos

•desempenho no trabalho, faculdade ou escola

•sentir que sua vida está desequilibrada

•querer fazer uma revisão de sua vida

•querer recomeçar

•desenvolvimento pessoal

•problemas de comunicação

•trauma por seqüestro, assalto, estupro

•ansiedade

•pânico

•estresse

•abuso físico, sexual ou emocional

•depressão

•sentir que perdeu o sentido na vida

•perdas

•luto

•medo do futuro

•transtornos alimentares

•dificuldades sexuais

•falta de confiança

•querer fazer mudanças na carreira

•ciúmes

•problemas de intimidade

•problemas conjugais

•obsessões, manias e compulsões

•transições de relacionamento

•crise de transição de vida (p.e. crise de meia-idade)

•sentir-se para baixo ou infeliz sem saber por quê

•indecisão

•falta do motivação

•fobia

•problemas do comportamento em adolescentes

•não conseguir lidar com as circunstâncias

•questões sobre orientação sexual

•solidão

•isolamento

•sentir-se vazio

•problemas de identidade e personalidade

•questões de auto-estima e auto-conceito

UMA INTRODUÇÃO À PSICOTERAPIA

A psicoterapia é um valioso recurso para lidar com as dificuldades da existência em todas as formas que o sofrimento humano pode assumir como crises pessoais, conflitos conjugais e familiares, transtornos psicopatológicas, distúrbios psicossomáticos, crises existenciais e problemas nas transições entre as fases da vida, etc.

A psicoterapia é também um espaço favorável ao crescimento pessoal, um lugar/tempo/modo privilegiado de criar intimidade consigo mesmo, de estabelecer diálogos construtivos e abrir novos canais de comunicação, de transformar padrões estereotipados de funcionamento, restabelecendo o processo formativo e criativo de cada um.

A Psicoterapia oferece uma oportunidade de compreender e mudar os padrões de vinculo e relação interpessoal. Os problemas vinculares são fonte de incontáveis sofrimentos e doenças.

A Psicoterapia ocupa hoje um lugar fundamental na área da saúde, por trazer uma visão integrada do homem, considerando as dimensões psíquica, orgânica e social agindo conjuntamente na produção da existência humana, assim como de seus problemas.

Em alguns casos, a Psicoterapia cumpre também uma função de educação para a vida , oferecendo um espaço privilegiado de reflexão, com instrumentos e conhecimentos que podem ajudar na orientação e condução da vida; função que se torna fundamental em situações de desestruturação e crise, quando a pessoa se sente inapta para lidar com as dificuldades em sua vida.

OS PRAZOS VARIAM COM OS OBJETIVOS

A psicoterapia é um espaço especial de atenção às dificuldades da vida e aos caminhos internos para solucioná-los. Todos os últimos avanços na área da Psicologia e Psicoterapia têm permitido alcançar resultados cada vez maiores e mais significativos.

No geral, os prazos de tratamento são relativos aos objetivos almejados. Há vários desenvolvimentos recentes em psicoterapias breves, que são focadas em objetivos mais específicos.

Atualmente é possível atingir resultados significativos em períodos de 3 meses a 12 meses e há processos terapêuticos mais profundos que se encerram satisfatoriamente em prazos inferiores a 3 anos.

Há casos que demandam um trabalho terapêutico mais demorado, geralmente com problemática mais séria, envolvendo traumas precoces, desorganização psicológica, problemas vinculares sérios, etc. Estes trabalhos podem demandar vários anos de trabalho árduo, compensados por mudanças significativas que o trabalho psicológico pode propiciar.

Algumas pessoas encontram na terapia um lugar fundamental de acompanhamento de seu processo de vida, onde são trabalhadas transformações mais profundas ao longo de vários anos. São situações em que o processo terapêutico não tem um prazo definido e segue em comum acordo entre o profissional e o cliente.

Apesar de poder parecer, à primeira vista, um tratamento oneroso em termos de tempo e dinheiro, a psicoterapia tem se mostrado, na realidade, um modo econômico de tratamento. Pesquisas indicam, por exemplo, que a psicoterapia diminui os índices de consumo de medicamentos e de internações hospitalares(1). A psicoterapia tem se mostrado também um tratamento economicamente compensador por prevenir e tratar problemas psicológicos que, quando não tratados, trazem enormes prejuízos financeiros para as pessoas e para a economia do país (2).

Os tratamentos psicológicos demonstram uma grande potência de transformação das vidas, compensando os investimentos realizados.

AS VÁRIAS APLICAÇÕES DA PSICOTERAPIA

A psicoterapia é um processo que permite transformações profundas da personalidade, com resultados evidentes em diversas situações como:

tratamento de vários transtornos psicológicos como pânico, fobias, depressão, anorexia, bulimia, etc.
resolução de conflitos pessoais, interpessoais, conjugais, familiares, profissionais etc.
elaboração de crises existenciais, de transições difíceis (luto, crises profissionais, etc) e mudanças de fases de vida (puberdade, adolescência, vida adulta, menopausa, envelhecimento, etc.)
desenvolvimento da capacidade de auto-gerenciamento, aprendendo a lidar com o estresse e os estados de desequilíbrio.
desenvolvimento da capacidade de auto-reflexão, de formular novas narrativas de vida, criando autonomia, com novos modos de comprender e conduzir a própria vida .
fortalecimento psicológico - resiliência - para lidar com todas as dificuldades que a vida apresenta.
amadurecimento pessoal.
Não é possível hoje se falar em "doenças orgânicas" sem uma consideração pela dimensão psicológica e emocional, sendo evidente a natureza psicossomática da existência humana.

Cada ser humano - psicossomático por natureza - vive uma história de interações, encontros e acontecimentos em que as doenças, quer se manifestem mais no corpo ou na "mente", resultam dos desequilíbrios existenciais e de soluções inadequadas de vida. Os aspectos psicológicos participam na formação de muitas doenças e tem um papel fundamental na sua recuperação. A psicoterapia oferece recursos importantes para uma compreensão mais ampla do processo de adoecimento assim como estratégias para uma vida mais íntegra.


AS ABORDAGENS E TIPOS DE PSICOTERAPIA

Há diversas escolas teóricas na Psicologia que podem ser agrupadas em quatro grandes perspectivas: psicodinâmica, humanista, cognitivo-comportamental e sistêmica, com vários ramos e derivações.

A diversidade decorre tanto da complexidade do tema - a psique humana - como a origem e o desenvolvimento da Psicologia a partir da influência de diferentes tradições da Filosofia, da Medicina e das Religiões.

No geral, todas as teorias psicológicas apresentam pelo menos quatro elementos: (1) uma teoria sobre o que é a mente humana e como ela funciona, (2) uma teoria do desenvolvimento psicológico, (3) uma teoria psicopatológica e (4) uma teoria do processo terapêutico. As abordagens contém tanto uma compreensão do ser humano como propostas de intervenção, aplicações do conhecimento psicológico para transformação da vida humana e para cuidar do sofrimento.

Há alguns tipos de psicoterapia, conforme as necessidades e a configuração dos problemas, sendo o s principais:

Psicoterapia Individual para crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Psicoterapia de Grupo
Psicoterapia de Casal
Psicoterapia de Família
Psicoterapia Institucional
Atendimento em situações de Emergência e Crise
O VÍNCULO NA PSICOTERAPIA

O ser humano nasce, cresce e vive em ambientes vinculares . Destes ambientes depende seu bem estar e suas realizações na vida. Os problemas vinculares - da primeira infância à terceira idade - afetam profundamente a capacidade que as pessoas têm de amar, trabalhar e viver. A psicoterapia é um espaço para se esclarecer e transformar estas dificuldades vinculares. Este processo ocorre através de uma relação saudável com um profissional eticamente comprometido e tecnicamente qualificado.

A base de uma boa terapia está na relação terapêutica. A boa terapia se desenrola num enquadre clínico com um vínculo que favorece este processo. Aí está um dos segredos desta arte: criar um ambiente que permita a revelação do mundo interno e favoreça o desenvolvimento do processo singular de cada um. Neste clima é possível que o ser mais oculto e amedrontado se mostre, seja ouvido, transforme-se, que o processo formativo possa prosseguir formando vida.

POR QUE A PSICOTERAPIA FUNCIONA ?

As pesquisas demonstram uma grande eficácia da psicoterapia (3). Mesmo as recentes tecnologias de mapeamento cerebral têm permitido demonstrar como o tratamento psicológico age transformando o funcionamento cerebral. A eficácia do tratamento psicológico, que já era conhecida há várias décadas, tem sido corroborado recentemente pelos novos conhecimentos das neurociências (4,5,6).

Existem centenas de livros e pesquisas explorando e explicando porque a psicoterapia funciona. Porém, como simples exercício de compreensão, vamos listar alguns motivos para tentar entender um pouco sobre a efetividade da psicoterapia.

No início da lista, organizada num continuum que vai do mais simples ao mais complexo, temos aqueles motivos que são comuns a outras relações de ajuda, mesmo não profissionais, como uma conversa íntima com um amigo, uma conversa sobre um problema pessoal com um professor, um médico, etc. Avançando na lista vamos chegando aos motivos que são próprios da psicoterapia, até aqueles que lhe são exclusivos - possíveis pelo meticuloso treinamento teórico e técnico adquirido pelo psicólogo em sua trajetória de formação profissional.

Eis alguns motivos pelos quais a psicoterapia funciona:

1 Ao dividir um problema você passa a ter "meio" problema. Compartilhar ajuda a aliviar a carga emocional e o sofrimento

2 Os vínculos de ajuda têm um poder curativo. É mais fácil superar as dores através de uma relação autêntica de respeito mútuo do que sozinho. A relação terapêutica é uma relação de ajuda, de compreensão e apoio.

3 O psicólogo clínico (psicoterapeuta) é um outro , com o olhar e a perspectiva de um outro, o que lhe ajudará ver a sua vida de um modo diferente, lhe fazer perguntas diferentes, ajudá-lo a perceber as coisas de um ângulo que você não tinha visto antes e nem suspeitava ser possível. Assim, a psicoterapia faz você parar para refletir sobre a própria vida. Parar, observar e refletir permite muitas mudanças de orientação, sentido, rumo e aprofundamento da experiência de vida.

4 O psicoterapeuta conhece teorias psicológicas que ajudam na compreensão do que ocorre com você, auxiliam a identificar o que pode estar errado em sua vida, a direção que você está seguindo e as mudanças de rumo necessárias. A partir de seu conhecimento, o psicólogo pode apontar o que olhar, como olhar e o que fazer com o que se descobre, para que estas descobertas possam ser construtivas em sua vida.

5 O psicoterapeuta conhece métodos de investigação que tornam possível descobrir aspectos da sua personalidade que seriam inacessíveis a uma observação não treinada ou a uma conversa comum. Há um amplo espectro de técnicas de investigação psicológica que permitem esclarecer problemas de modo extremamente eficaz.

6 O psicoterapeuta domina técnicas terapêuticas que ajudam a realizar mudanças profundas na existência.

7 O psicoterapeuta está preparado para te compreender a partir do vínculo que você estabelece com ele, das respostas emocionais que você suscita nele. Em seu treinamento ele afinou a si mesmo como instrumento de trabalho para reconhecer pequenas nuances do que você mostra na relação com ele (e consequentemente com "os outros") e assim poder compreender seus modos de vinculação e suas dificuldades nos relacionamentos.

8 O psicoterapeuta é capaz de oferecer uma presença autêntica no vínculo com você. Esta relação funciona como catalisador de processos de mudança necessários em sua vida, incluindo a superação dos efeitos de traumas de relacionamentos anteriores.

9 O psicoterapeuta passou por todos estes passos anteriores, tendo estado em todos os papéis, como cliente, como profissional e como observador, o que o habilita a "sentir-se em casa" em situações difíceis , poder caminhar por terrenos inóspitos, cheios de sofrimento e problemas emocionais e saber ajudar seu cliente a encontrar um caminho de melhora.

Certamente esta lista poderia ser estendida, mas pretendemos apenas dar uma idéia ao público leigo do trabalho da Psicologia Clínica numa linguagem diferente daquela do universo teórico, técnico e científico habitual na Psicologia.

UM CAMINHO DE MUDANÇA

O processo terapêutico é como atravessar um túnel. Neste túnel você vai rever muitas cenas da historia da sua vida de um ângulo completamente novo, fazendo conexões inusitadas entre os eventos e percebendo a potência do passado para moldar quem você é hoje e a potência do presente para construir novas possibilidades de vida.

Na travessia deste túnel você vai aprender a reconhecer os seus padrões de comportamento que levam você a se comportar de modo parecido em situações diferentes, muitas vezes "repetindo os mesmos erros". Você vai aprender a reconhecer o "como" do seu comportamento, como você age, como se relaciona, como pensa, como sente e vai aprender caminhos para poder influenciar e transformar estes padrões.

Esta é uma travessia acompanhada, acompanhada de alguém que pode ajudar você a se compreender. Alguém que pode te ajudar a transformar o seu jeito de ser, a mudar e a se conhecer profundamente. É uma travessia que pode mudar completamente a sua vida.

Fonte: psicoterapia.psc.

ANALOGIA SOBRE OBAMA

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A INVERSÃO DE VALORES




A triste realidade da decadência conceitual do papel do educador na vida dos filhos dos "pais modernos"

Leitura na Infancia é Tudo




Terê descobriu o mundo dos livros e agora não quer mais saber de outra coisa! De Peter Pan aos clássicos de Monteiro Lobato, o pequeno amigo de Serena devora as histórias e se abre para um novo mundo: o da imaginação. Quem acompanha e incentiva o ex-menino de rua no universo das letras é o Seu Elias, que teve um papel crucial nesta guinada cultural na vida do garoto. Segundo a especialista em literatura infantil e juvenil pela UFRJ, Cristiane Madanêlo de Oliveira, tudo o que atua na fase do desenvolvimento da criança é importante na formação de um indivíduo, inclusive a leitura.

O primeiro livro
Apesar de não haver uma idade determinada para um primeiro contato com os livros, já que cada um se desenvolve a amadurece de uma maneira diferente, até com um bebê é possível começar a investir num futuro leitor! Segundo Cristiane, esta é a fase pré-leitora. “Há vários tipos de livros de pano e de banho que podem integrar o grupo de brinquedos da criança desde que ela consegue pegar objetos. Além de associar o lúdico à leitura, o contato natural com o objeto livro já se constrói de maneira natural”, explica ela.

O papel dos pais
É claro que, seja qual for a fase da vida de uma criança, a influência dos pais é definitiva na educação seja ela social ou cultural. “Não se pode dizer, entretanto, que pais não-leitores formarão necessariamente filhos que não se interessem pela leitura”, alerta a especialista em literatura infantil e juvenil. Segundo ela, pode haver a sedução pelo mundo da leitura em qualquer idade e a formação escolar também tem um papel importante nesse processo. “Dar um livro de presente não significa incentivar a leitura necessariamente”, diz Cristiane.

Como incentivar o gosto pela leitura?
Cristiane Madanêlo explica que associar o momento da leitura a um momento de prazer é uma maneira de formar relação positiva com os livros, que é o embrião de um adulto leitor. “Muitas vezes, percebe-se que crianças imitam as atitudes dos pais, seja no desejo de passar batom ou de fazer a barba. O que rege essas atitudes é o desejo de ser parte do mundo que os pais integram. Se a rotina dos pais incluírem a leitura, parecerá para a criança natural e bom o ato de ler”, ensina a especialista. E, atenção! Segundo Cristiane, o que vai terminantemente contra o incentivo à leitura é associar o ato de ler como um castigo ou algo que represente algum tipo de punição.

Quem lê X quem não lê
Segundo Cristiane Madanêlo, todas as formas de arte, incluindo a literatura, favorecem que os seres humanos ganhem experiência e se preparem melhor para enfrentar situações reais e frustrações da vida. “Além das exigências de formação cultural variada que o mercado de trabalho vem impondo, um leitor mais efetivo pode-se preparar melhor para enfrentar as adversidades da vida, não só no campo social, mas também nos níveis emocional e psicológico”, explica ela, que conclui: “O livro é mesmo um par de asas para voar para mundos desconhecidos e outras realidades. Machado de Assis, de origem humilde, escreveu com mestria sobre vários lugares da Europa, sem ter estado no Velho Mundo”.

http://redeglobo.globo.com/Novela/Almagemea/0,,AA1129824-4508,00.html

Afinal, o que é Literatura Infantil?

A designação infantil faz com que esta modalidade literária seja considerada "menor" por alguns, infelizmente.

Principalmente os educadores vivenciam de perto a evolução do maravilhoso ser que é a criança. O contato com textos recheados de encantamento faz-nos perceber quão importante e cheia de responsabilidade é toda forma de literatura.

A palavra literatura é intransitiva e, independente do adjetivo que receba, é arte e deleite. Sendo assim, o termo infantil associado à literatura não significa que ela tenha sido feita necessariamente para crianças. Na verdade, a literatura infantil acaba sendo aquela que corresponde, de alguma forma, aos anseios do leitor e que se identifique com ele.

A autêntica literatura infantil não deve ser feita essencialmente com intenção pedagógica, didática ou para incentivar hábito de leitura. Este tipo de texto deve ser produzido pela criança que há em cada um de nós. Assim o poder de cativar esse público tão exigente e importante aparece.

O grande segredo é trabalhar o imaginário e a fantasia. E como foi que tudo começou?

Origens da Literatura Infantil
O impulso de contar histórias deve ter nascido no homem, no momento em que ele sentiu necessidade de comunicar aos outros alguma experiência sua, que poderia ter significação para todos. Não há povo que não se orgulhe de suas histórias, tradições e lendas, pois são a expressão de sua cultura e devem ser preservadas. Concentra-se aqui a íntima relação entre a literatura e a oralidade.

A célula máter da Literatura Infantil, hoje conhecida como "clássica", encontra-se na Novelística Popular Medieval que tem suas origens na Índia. Descobriu-se que, desde essa época, a palavra impôs-se ao homem como algo mágico, como um poder misterioso, que tanto poderia proteger, como ameaçar, construir ou destruir. São também de caráter mágico ou fantasioso as narrativas conhecidas hoje como literatura primordial. Nela foi descoberto o fundo fabuloso das narrativas orientais, que se forjaram durante séculos a.C., e se difundiram por todo o mundo, através da tradição oral.

A Literatura Infantil constitui-se como gênero durante o século XVII, época em que as mudanças na estrutura da sociedade desencadearam repercussões no âmbito artístico.

O aparecimento da Literatura Infantil tem características próprias, pois decorre da ascensão da família burguesa, do novo "status" concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola. Sua emergência deveu-se, antes de tudo, à sua associação com a Pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converterem em instrumento dela.

É a partir do século XVIII que a criança passa a ser considerada um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias, pelo que deveria distanciar-se da vida dos mais velhos e receber uma educação especial, que a preparasse para a vida adulta.

As Mil e Uma Noites
Coleção de contos árabes (Alf Lailah Oua Lailah) compilados provavelmente entre os séculos XIII e XVI. São estruturados como histórias em cadeia, em que cada conto termina com uma deixa que o liga ao seguinte. Essa estruturação força o ouvinte curioso a retornar para continuar a história, interrompida com suspense no ar.

Foi o orientalista francês Antoine Galland o responsável por tornar o livro de As mil e uma Noites conhecido no ocidente (1704). Não existe texto fixo para a obra, variando seu conteúdo de manuscrito a manuscrito. Os árabes foram reunindo e adaptando esses contos maravilhosos de várias tradições. Assim, os contos mais antigos são provavelmente do Egito do séc. XII. A eles foram sendo agregados contos hindus, persas, siríacos e judaicos.

O uso do número 1001 sugere que podem aparecer mais histórias, ligadas por um fio condutor infinito. Usar 1000 talvez desse a idéia de fechamento, inteiro, que não caracteriza a proposta da obra.

Os mais famosos contos são:

O Mercador e o Gênio
Aladim ou a Lâmpada Maravilhosa
Ali-Babá e os Quarenta Ladrões Exterminados por uma Escrava
As Sete Viagens de Simbá, o Marinheiro

O rei persa Shariar, vitimado pela infidelidade de sua mulher, mandou matá-la e resolveu passar cada noite com uma esposa diferente, que mandava degolar na manhã seguinte. Recebendo como mulher a Sherazade, esta iniciou um conto que despertou o interesse do rei em ouvir-lhe a continuação na noite seguinte. Sherazade, por artificiosa ligação dos seus contos, conseguiu encantar o monarca por mil e uma noites e foi poupada da morte.

A história conta que, durante três anos, moças eram sacrificadas pelo rei, até que já não havia mais virgens no reino, e o vizir não sabia mais o que fazer para atender o desejo do rei. Foi quando uma de suas filhas, Sherazade, pediu-lhe que a levasse como noiva do rei, pois sabia um estratagema para escapar ao triste fim que a esperava. A princesa, após ser possuída pelo rei, começa a contar a extraordinária "História do Mercador e do Efrit", mas, antes que a manhã rompesse, ela parava seu relato, deixando um clima de suspense, só dando continuidade à narrativa na manhã seguinte. Assim, Sherazade conseguiu sobreviver, graças à sua palavra sábia e à curiosidade do rei. Ao fim desse tempo, ela já havia tido três filhos e, na milésima primeira noite, pede ao rei que a poupe, por amor às crianças. O rei finalmente responde que lhe perdoaria, sobretudo pela dignidade de Sherazade.

Fica então a metáfora traduzida por Sherazade: a liberdade se conquista com o exercício da criatividade.

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CRISTIANE MADANÊLO DE OLIVEIRA. "A LITERATURA INFANTIL" [online]
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Capturado em 6/8/2009