LANÇAMENTO DO LIVRO KID ESPERTO


Companheiros,

É com grande prazer que os convido para o lançamento do meu livro Infanto-Juvenil “Kid Esperto” que acontecerá no dia 05 de novembro de 2009 às 19:00 hs no CEMEPE em Uberlândia MG.

Ficarei muito honrada com sua presença!

Um abraço!

Márcia Tânia

10 Dicas para Ler Mais e Melhor



Tim Challies

O assunto “leitura” tem ocupado minha mente nos últimos tempos. Eu adoro ler, mas freqüentemente recebo e-mails de pessoas que lutam para ler e para gostar de ler. Por isso achei que poderia ser útil montar uma lista de dicas para ler mais e melhor. Espero que vocês considerem úteis.

Leia - Começamos com o óbvio: você precisa ler. Mostre-me uma pessoa que mudou o mundo e que gastou seu tempo assistindo televisão e eu te mostrarei mil que preferiram gastar seu tempo lendo. A menos que ler seja sua paixão, você precisa ser muito criterioso em separar tempo para ler. Você talvez precise se forçar a isso. Estabeleça um objetivo que seja razoável para você ("Vou ler três livros este ano" ou "Vou terminar este livro antes do fim do mês") e trabalhe para concretizá-lo. Separe tempo diariamente ou todas as semanas e tenha a certeza de que realmente irá pegar o livro durante esses momentos. Encontre um livro que trate de algum assunto de particular interesse para você. Você pode até achar benéfico encontrar um livro que parece interessante – um belo livro com uma capa atraente. Ler é uma experiência e a experiência começa com a aparência e a impressão que o livro causa. Portanto, encontre um livro que aparentemente vai te agradar e comece a lê-lo. E quando terminar, encontre outro e faça tudo novamente. E mais uma vez.

Leia Amplamente – Estou convencido de que uma das razões para que as pessoas não leiam mais do que lêem é que elas não variam suficientemente a sua leitura. Qualquer assunto, não importa quanto ele te interesse, pode começar a tornar-se árido se você focalizar toda sua atenção nele. Portanto, leia amplamente. Leia ficção e não-ficção, teologia e biografia, atualidades e história. Certamente você desejará focalizar a maior parte da sua leitura em uma área particular, e isso é saudável e bom. Mas assegure-se de variar sua dieta.

Leia Metodicamente – Da mesma forma que lê amplamente, assegure-se de ler metodicamente. Escolha seus livros cuidadosamente. Se você for negligente em fazer isso, corre o risco de perceber que ignorou uma determinada categoria por meses ou anos a fio. Al Mohler, ele mesmo um leitor voraz, divide os livros em seis categorias: Teologia, Estudos Bíblicos, Vida da Igreja, História, Estudos Culturais, e Literatura e tem permanentemente algum projeto em cada uma dessas categorias. Você pode estabelecer suas próprias categorias, mas tente assegurar-se de está lendo alguma coisa em todas elas de forma regular. Escolha livros que se ajustem em cada uma dessas categorias e planeje sua leitura de antemão. Assim você saberá qual livro será o próximo. Freqüentemente, a expectativa pelo próximo livro é uma força motivadora para completar o atual.

Leia Interativamente – A leitura é mais bem executada, pelo menos ao desfrutar de livros sérios, quando você trabalha duro para entender o livro e quando interage com os argumentos do autor. Leia com uma caneta marca-texto e um lápis na mão. Faça perguntas ao autor e espere que ele as responda ao longo do texto. Rabisque notas nas margens, escreva perguntas por toda a contra-capa, e volte freqüentemente a elas (e, se as perguntas permanecerem sem resposta, tente até mesmo entrar em contato com o autor!). Realce as porções mais importantes do livro, ou aquelas para as quais você pretende retornar depois. Como diz Al Mohler, "Livros são para serem lidos e usados, não para serem colecionados e mimados." Eu descobri que escrever críticas sobre os livros que li é uma forma preciosa de retornar, pelo menos mais uma mais vez, ao livro para ter certeza de que eu entendi o que o autor estava tentando dizer e como ele disse. Portanto, interaja com esses livros de forma a torná-los seus.

Leia com Discernimento – Apesar dos livros terem um incrível poder para fazer o bem, desafiar, fortalecer e edificar, eles também têm grande poder para fazer o mal. Já vi vidas serem transformadas por livros, mas também já vi vidas serem esmagadas. Por isso tenha certeza de que lê com discernimento, sempre comparando os livros que lê com o padrão das Escrituras. Se você encontrar um livro que é particularmente controverso, pode valer à pena procurar uma análise que interaja criticamente com os argumentos ler com uma pessoa que entenda melhor os argumentos e suas implicações. Você não precisa temer livros ruins desde que leia com um olho crítico e com um coração cheio de discernimento.

Leia Livros Pesados - Pode ser intimidador encarar algumas dessas obras volumosas ou séries de volumes que repousam em sua estante, mas certifique-se de arrumar tempo para ler alguns desses trabalhos mais sérios. Uma pessoa só pode crescer um certo tanto enquanto se mantiver em uma dieta de livros sobre Vida Cristã. Enverede por um pouco de Jonathan Edwards ou João Calvino. Leia a Teologia Sistemática de Grudem ou a série “No Place for Truth” de David Wells. Você certamente os considerará vagarosos, mas também verá o quanto são recompensadores. Comprometa-se a ler algum desses volumes pesados como uma parte regular da sua dieta de leitura.

Leia Livros Leves - Enquanto livros densos deveriam ser a dieta principal de um leitor sério, não há nada errado em dar um tempo para ocasionalmente desfrutar um romance ou uma leitura leve. Depois de ler dois ou três bons livros, permita-se ler qualquer outra coisa como um Clancy, Grisham ou Peretti, que nunca mudou a vida de quem quer que seja. Deixe-se levar por alguma boa história de quando em quando. Você perceberá que elas te refrescam e te preparam para ler o próximo livro pesado.

Leia Livros Novos – Fique de olho no que é novo e popular e considere a leitura daquilo que outras pessoas em sua igreja ou sua vizinhança estão lendo. Se “O Segredo” estiver vendendo milhões de cópias, considere a sua leitura de forma que você saiba o que as pessoas estão lendo e assim você pode tentar discernir por que as pessoas estão lendo algo assim. Use seu conhecimento desses livros como uma ponte para falar com as pessoas sobre os livros delas e o que as leva a lê-los. Use seu conhecimento desses livros para saber o que outros cristãos estão lendo e entender o porquê dessa leitura.

Leia Livros Antigos - Não leia só livros novos. Não tenho como dizer isso melhor do que C.S. Lewis: "É uma boa regra, depois de ler um livro novo, nunca se permitir outro novo até que se leia um antigo entre os dois. Se isso for demais para você, então leia um velho pelo menos a cada três novos. Toda era tem sua própria perspectiva. Esta é especialmente boa para ver certas verdades e especialmente sujeita a cometer certos erros. Nós todos, portanto, precisamos dos livros que corrigirão os erros típicos de nossa própria era. E isso aponta para os livros antigos". Portanto, leia livros antigos, não importando se isso significa os clássicos ou se são simplesmente livros de uma geração ou duas antes da sua. E certifique-se de ler história também, já que não há melhor maneira de entender o hoje, do que entendendo o ontem.

Leia o que seus Heróis Leram – Há dois anos, enquanto eu estava na Shepherds’ Conference, um jovem que estava envolvido no ministério, mas que não tinha tido a oportunidade de freqüentar um seminário, perguntou a John MacArthur o que ele lhe recomendaria para que pudesse continuar a aprender e crescer no seu conhecimento de teologia. A resposta de MacArthur foi simples. Ele disse que esse pastor deveria encontrar homens piedosos que ele admira e ler o que eles leram. Portanto, faça isso! Encontre as pessoas que você admira e leia os livros que mais as transformaram. Compilei uma pequena lista em Discerning Reader. Apesar do conteúdo ser ainda um pouco escasso, espero poder acrescentar mais algumas listas em breve. Mesmo em sua forma atual este pode ser um bom ponto de partida para você.

Algumas das razões comuns para fazer psicoterapia são:

•querer fazer mudanças positivas em sua vida

•dificuldades com relacionamentos

•desempenho no trabalho, faculdade ou escola

•sentir que sua vida está desequilibrada

•querer fazer uma revisão de sua vida

•querer recomeçar

•desenvolvimento pessoal

•problemas de comunicação

•trauma por seqüestro, assalto, estupro

•ansiedade

•pânico

•estresse

•abuso físico, sexual ou emocional

•depressão

•sentir que perdeu o sentido na vida

•perdas

•luto

•medo do futuro

•transtornos alimentares

•dificuldades sexuais

•falta de confiança

•querer fazer mudanças na carreira

•ciúmes

•problemas de intimidade

•problemas conjugais

•obsessões, manias e compulsões

•transições de relacionamento

•crise de transição de vida (p.e. crise de meia-idade)

•sentir-se para baixo ou infeliz sem saber por quê

•indecisão

•falta do motivação

•fobia

•problemas do comportamento em adolescentes

•não conseguir lidar com as circunstâncias

•questões sobre orientação sexual

•solidão

•isolamento

•sentir-se vazio

•problemas de identidade e personalidade

•questões de auto-estima e auto-conceito

UMA INTRODUÇÃO À PSICOTERAPIA

A psicoterapia é um valioso recurso para lidar com as dificuldades da existência em todas as formas que o sofrimento humano pode assumir como crises pessoais, conflitos conjugais e familiares, transtornos psicopatológicas, distúrbios psicossomáticos, crises existenciais e problemas nas transições entre as fases da vida, etc.

A psicoterapia é também um espaço favorável ao crescimento pessoal, um lugar/tempo/modo privilegiado de criar intimidade consigo mesmo, de estabelecer diálogos construtivos e abrir novos canais de comunicação, de transformar padrões estereotipados de funcionamento, restabelecendo o processo formativo e criativo de cada um.

A Psicoterapia oferece uma oportunidade de compreender e mudar os padrões de vinculo e relação interpessoal. Os problemas vinculares são fonte de incontáveis sofrimentos e doenças.

A Psicoterapia ocupa hoje um lugar fundamental na área da saúde, por trazer uma visão integrada do homem, considerando as dimensões psíquica, orgânica e social agindo conjuntamente na produção da existência humana, assim como de seus problemas.

Em alguns casos, a Psicoterapia cumpre também uma função de educação para a vida , oferecendo um espaço privilegiado de reflexão, com instrumentos e conhecimentos que podem ajudar na orientação e condução da vida; função que se torna fundamental em situações de desestruturação e crise, quando a pessoa se sente inapta para lidar com as dificuldades em sua vida.

OS PRAZOS VARIAM COM OS OBJETIVOS

A psicoterapia é um espaço especial de atenção às dificuldades da vida e aos caminhos internos para solucioná-los. Todos os últimos avanços na área da Psicologia e Psicoterapia têm permitido alcançar resultados cada vez maiores e mais significativos.

No geral, os prazos de tratamento são relativos aos objetivos almejados. Há vários desenvolvimentos recentes em psicoterapias breves, que são focadas em objetivos mais específicos.

Atualmente é possível atingir resultados significativos em períodos de 3 meses a 12 meses e há processos terapêuticos mais profundos que se encerram satisfatoriamente em prazos inferiores a 3 anos.

Há casos que demandam um trabalho terapêutico mais demorado, geralmente com problemática mais séria, envolvendo traumas precoces, desorganização psicológica, problemas vinculares sérios, etc. Estes trabalhos podem demandar vários anos de trabalho árduo, compensados por mudanças significativas que o trabalho psicológico pode propiciar.

Algumas pessoas encontram na terapia um lugar fundamental de acompanhamento de seu processo de vida, onde são trabalhadas transformações mais profundas ao longo de vários anos. São situações em que o processo terapêutico não tem um prazo definido e segue em comum acordo entre o profissional e o cliente.

Apesar de poder parecer, à primeira vista, um tratamento oneroso em termos de tempo e dinheiro, a psicoterapia tem se mostrado, na realidade, um modo econômico de tratamento. Pesquisas indicam, por exemplo, que a psicoterapia diminui os índices de consumo de medicamentos e de internações hospitalares(1). A psicoterapia tem se mostrado também um tratamento economicamente compensador por prevenir e tratar problemas psicológicos que, quando não tratados, trazem enormes prejuízos financeiros para as pessoas e para a economia do país (2).

Os tratamentos psicológicos demonstram uma grande potência de transformação das vidas, compensando os investimentos realizados.

AS VÁRIAS APLICAÇÕES DA PSICOTERAPIA

A psicoterapia é um processo que permite transformações profundas da personalidade, com resultados evidentes em diversas situações como:

tratamento de vários transtornos psicológicos como pânico, fobias, depressão, anorexia, bulimia, etc.
resolução de conflitos pessoais, interpessoais, conjugais, familiares, profissionais etc.
elaboração de crises existenciais, de transições difíceis (luto, crises profissionais, etc) e mudanças de fases de vida (puberdade, adolescência, vida adulta, menopausa, envelhecimento, etc.)
desenvolvimento da capacidade de auto-gerenciamento, aprendendo a lidar com o estresse e os estados de desequilíbrio.
desenvolvimento da capacidade de auto-reflexão, de formular novas narrativas de vida, criando autonomia, com novos modos de comprender e conduzir a própria vida .
fortalecimento psicológico - resiliência - para lidar com todas as dificuldades que a vida apresenta.
amadurecimento pessoal.
Não é possível hoje se falar em "doenças orgânicas" sem uma consideração pela dimensão psicológica e emocional, sendo evidente a natureza psicossomática da existência humana.

Cada ser humano - psicossomático por natureza - vive uma história de interações, encontros e acontecimentos em que as doenças, quer se manifestem mais no corpo ou na "mente", resultam dos desequilíbrios existenciais e de soluções inadequadas de vida. Os aspectos psicológicos participam na formação de muitas doenças e tem um papel fundamental na sua recuperação. A psicoterapia oferece recursos importantes para uma compreensão mais ampla do processo de adoecimento assim como estratégias para uma vida mais íntegra.


AS ABORDAGENS E TIPOS DE PSICOTERAPIA

Há diversas escolas teóricas na Psicologia que podem ser agrupadas em quatro grandes perspectivas: psicodinâmica, humanista, cognitivo-comportamental e sistêmica, com vários ramos e derivações.

A diversidade decorre tanto da complexidade do tema - a psique humana - como a origem e o desenvolvimento da Psicologia a partir da influência de diferentes tradições da Filosofia, da Medicina e das Religiões.

No geral, todas as teorias psicológicas apresentam pelo menos quatro elementos: (1) uma teoria sobre o que é a mente humana e como ela funciona, (2) uma teoria do desenvolvimento psicológico, (3) uma teoria psicopatológica e (4) uma teoria do processo terapêutico. As abordagens contém tanto uma compreensão do ser humano como propostas de intervenção, aplicações do conhecimento psicológico para transformação da vida humana e para cuidar do sofrimento.

Há alguns tipos de psicoterapia, conforme as necessidades e a configuração dos problemas, sendo o s principais:

Psicoterapia Individual para crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Psicoterapia de Grupo
Psicoterapia de Casal
Psicoterapia de Família
Psicoterapia Institucional
Atendimento em situações de Emergência e Crise
O VÍNCULO NA PSICOTERAPIA

O ser humano nasce, cresce e vive em ambientes vinculares . Destes ambientes depende seu bem estar e suas realizações na vida. Os problemas vinculares - da primeira infância à terceira idade - afetam profundamente a capacidade que as pessoas têm de amar, trabalhar e viver. A psicoterapia é um espaço para se esclarecer e transformar estas dificuldades vinculares. Este processo ocorre através de uma relação saudável com um profissional eticamente comprometido e tecnicamente qualificado.

A base de uma boa terapia está na relação terapêutica. A boa terapia se desenrola num enquadre clínico com um vínculo que favorece este processo. Aí está um dos segredos desta arte: criar um ambiente que permita a revelação do mundo interno e favoreça o desenvolvimento do processo singular de cada um. Neste clima é possível que o ser mais oculto e amedrontado se mostre, seja ouvido, transforme-se, que o processo formativo possa prosseguir formando vida.

POR QUE A PSICOTERAPIA FUNCIONA ?

As pesquisas demonstram uma grande eficácia da psicoterapia (3). Mesmo as recentes tecnologias de mapeamento cerebral têm permitido demonstrar como o tratamento psicológico age transformando o funcionamento cerebral. A eficácia do tratamento psicológico, que já era conhecida há várias décadas, tem sido corroborado recentemente pelos novos conhecimentos das neurociências (4,5,6).

Existem centenas de livros e pesquisas explorando e explicando porque a psicoterapia funciona. Porém, como simples exercício de compreensão, vamos listar alguns motivos para tentar entender um pouco sobre a efetividade da psicoterapia.

No início da lista, organizada num continuum que vai do mais simples ao mais complexo, temos aqueles motivos que são comuns a outras relações de ajuda, mesmo não profissionais, como uma conversa íntima com um amigo, uma conversa sobre um problema pessoal com um professor, um médico, etc. Avançando na lista vamos chegando aos motivos que são próprios da psicoterapia, até aqueles que lhe são exclusivos - possíveis pelo meticuloso treinamento teórico e técnico adquirido pelo psicólogo em sua trajetória de formação profissional.

Eis alguns motivos pelos quais a psicoterapia funciona:

1 Ao dividir um problema você passa a ter "meio" problema. Compartilhar ajuda a aliviar a carga emocional e o sofrimento

2 Os vínculos de ajuda têm um poder curativo. É mais fácil superar as dores através de uma relação autêntica de respeito mútuo do que sozinho. A relação terapêutica é uma relação de ajuda, de compreensão e apoio.

3 O psicólogo clínico (psicoterapeuta) é um outro , com o olhar e a perspectiva de um outro, o que lhe ajudará ver a sua vida de um modo diferente, lhe fazer perguntas diferentes, ajudá-lo a perceber as coisas de um ângulo que você não tinha visto antes e nem suspeitava ser possível. Assim, a psicoterapia faz você parar para refletir sobre a própria vida. Parar, observar e refletir permite muitas mudanças de orientação, sentido, rumo e aprofundamento da experiência de vida.

4 O psicoterapeuta conhece teorias psicológicas que ajudam na compreensão do que ocorre com você, auxiliam a identificar o que pode estar errado em sua vida, a direção que você está seguindo e as mudanças de rumo necessárias. A partir de seu conhecimento, o psicólogo pode apontar o que olhar, como olhar e o que fazer com o que se descobre, para que estas descobertas possam ser construtivas em sua vida.

5 O psicoterapeuta conhece métodos de investigação que tornam possível descobrir aspectos da sua personalidade que seriam inacessíveis a uma observação não treinada ou a uma conversa comum. Há um amplo espectro de técnicas de investigação psicológica que permitem esclarecer problemas de modo extremamente eficaz.

6 O psicoterapeuta domina técnicas terapêuticas que ajudam a realizar mudanças profundas na existência.

7 O psicoterapeuta está preparado para te compreender a partir do vínculo que você estabelece com ele, das respostas emocionais que você suscita nele. Em seu treinamento ele afinou a si mesmo como instrumento de trabalho para reconhecer pequenas nuances do que você mostra na relação com ele (e consequentemente com "os outros") e assim poder compreender seus modos de vinculação e suas dificuldades nos relacionamentos.

8 O psicoterapeuta é capaz de oferecer uma presença autêntica no vínculo com você. Esta relação funciona como catalisador de processos de mudança necessários em sua vida, incluindo a superação dos efeitos de traumas de relacionamentos anteriores.

9 O psicoterapeuta passou por todos estes passos anteriores, tendo estado em todos os papéis, como cliente, como profissional e como observador, o que o habilita a "sentir-se em casa" em situações difíceis , poder caminhar por terrenos inóspitos, cheios de sofrimento e problemas emocionais e saber ajudar seu cliente a encontrar um caminho de melhora.

Certamente esta lista poderia ser estendida, mas pretendemos apenas dar uma idéia ao público leigo do trabalho da Psicologia Clínica numa linguagem diferente daquela do universo teórico, técnico e científico habitual na Psicologia.

UM CAMINHO DE MUDANÇA

O processo terapêutico é como atravessar um túnel. Neste túnel você vai rever muitas cenas da historia da sua vida de um ângulo completamente novo, fazendo conexões inusitadas entre os eventos e percebendo a potência do passado para moldar quem você é hoje e a potência do presente para construir novas possibilidades de vida.

Na travessia deste túnel você vai aprender a reconhecer os seus padrões de comportamento que levam você a se comportar de modo parecido em situações diferentes, muitas vezes "repetindo os mesmos erros". Você vai aprender a reconhecer o "como" do seu comportamento, como você age, como se relaciona, como pensa, como sente e vai aprender caminhos para poder influenciar e transformar estes padrões.

Esta é uma travessia acompanhada, acompanhada de alguém que pode ajudar você a se compreender. Alguém que pode te ajudar a transformar o seu jeito de ser, a mudar e a se conhecer profundamente. É uma travessia que pode mudar completamente a sua vida.

Fonte: psicoterapia.psc.

ANALOGIA SOBRE OBAMA

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A INVERSÃO DE VALORES




A triste realidade da decadência conceitual do papel do educador na vida dos filhos dos "pais modernos"

Leitura na Infancia é Tudo




Terê descobriu o mundo dos livros e agora não quer mais saber de outra coisa! De Peter Pan aos clássicos de Monteiro Lobato, o pequeno amigo de Serena devora as histórias e se abre para um novo mundo: o da imaginação. Quem acompanha e incentiva o ex-menino de rua no universo das letras é o Seu Elias, que teve um papel crucial nesta guinada cultural na vida do garoto. Segundo a especialista em literatura infantil e juvenil pela UFRJ, Cristiane Madanêlo de Oliveira, tudo o que atua na fase do desenvolvimento da criança é importante na formação de um indivíduo, inclusive a leitura.

O primeiro livro
Apesar de não haver uma idade determinada para um primeiro contato com os livros, já que cada um se desenvolve a amadurece de uma maneira diferente, até com um bebê é possível começar a investir num futuro leitor! Segundo Cristiane, esta é a fase pré-leitora. “Há vários tipos de livros de pano e de banho que podem integrar o grupo de brinquedos da criança desde que ela consegue pegar objetos. Além de associar o lúdico à leitura, o contato natural com o objeto livro já se constrói de maneira natural”, explica ela.

O papel dos pais
É claro que, seja qual for a fase da vida de uma criança, a influência dos pais é definitiva na educação seja ela social ou cultural. “Não se pode dizer, entretanto, que pais não-leitores formarão necessariamente filhos que não se interessem pela leitura”, alerta a especialista em literatura infantil e juvenil. Segundo ela, pode haver a sedução pelo mundo da leitura em qualquer idade e a formação escolar também tem um papel importante nesse processo. “Dar um livro de presente não significa incentivar a leitura necessariamente”, diz Cristiane.

Como incentivar o gosto pela leitura?
Cristiane Madanêlo explica que associar o momento da leitura a um momento de prazer é uma maneira de formar relação positiva com os livros, que é o embrião de um adulto leitor. “Muitas vezes, percebe-se que crianças imitam as atitudes dos pais, seja no desejo de passar batom ou de fazer a barba. O que rege essas atitudes é o desejo de ser parte do mundo que os pais integram. Se a rotina dos pais incluírem a leitura, parecerá para a criança natural e bom o ato de ler”, ensina a especialista. E, atenção! Segundo Cristiane, o que vai terminantemente contra o incentivo à leitura é associar o ato de ler como um castigo ou algo que represente algum tipo de punição.

Quem lê X quem não lê
Segundo Cristiane Madanêlo, todas as formas de arte, incluindo a literatura, favorecem que os seres humanos ganhem experiência e se preparem melhor para enfrentar situações reais e frustrações da vida. “Além das exigências de formação cultural variada que o mercado de trabalho vem impondo, um leitor mais efetivo pode-se preparar melhor para enfrentar as adversidades da vida, não só no campo social, mas também nos níveis emocional e psicológico”, explica ela, que conclui: “O livro é mesmo um par de asas para voar para mundos desconhecidos e outras realidades. Machado de Assis, de origem humilde, escreveu com mestria sobre vários lugares da Europa, sem ter estado no Velho Mundo”.

http://redeglobo.globo.com/Novela/Almagemea/0,,AA1129824-4508,00.html

Afinal, o que é Literatura Infantil?

A designação infantil faz com que esta modalidade literária seja considerada "menor" por alguns, infelizmente.

Principalmente os educadores vivenciam de perto a evolução do maravilhoso ser que é a criança. O contato com textos recheados de encantamento faz-nos perceber quão importante e cheia de responsabilidade é toda forma de literatura.

A palavra literatura é intransitiva e, independente do adjetivo que receba, é arte e deleite. Sendo assim, o termo infantil associado à literatura não significa que ela tenha sido feita necessariamente para crianças. Na verdade, a literatura infantil acaba sendo aquela que corresponde, de alguma forma, aos anseios do leitor e que se identifique com ele.

A autêntica literatura infantil não deve ser feita essencialmente com intenção pedagógica, didática ou para incentivar hábito de leitura. Este tipo de texto deve ser produzido pela criança que há em cada um de nós. Assim o poder de cativar esse público tão exigente e importante aparece.

O grande segredo é trabalhar o imaginário e a fantasia. E como foi que tudo começou?

Origens da Literatura Infantil
O impulso de contar histórias deve ter nascido no homem, no momento em que ele sentiu necessidade de comunicar aos outros alguma experiência sua, que poderia ter significação para todos. Não há povo que não se orgulhe de suas histórias, tradições e lendas, pois são a expressão de sua cultura e devem ser preservadas. Concentra-se aqui a íntima relação entre a literatura e a oralidade.

A célula máter da Literatura Infantil, hoje conhecida como "clássica", encontra-se na Novelística Popular Medieval que tem suas origens na Índia. Descobriu-se que, desde essa época, a palavra impôs-se ao homem como algo mágico, como um poder misterioso, que tanto poderia proteger, como ameaçar, construir ou destruir. São também de caráter mágico ou fantasioso as narrativas conhecidas hoje como literatura primordial. Nela foi descoberto o fundo fabuloso das narrativas orientais, que se forjaram durante séculos a.C., e se difundiram por todo o mundo, através da tradição oral.

A Literatura Infantil constitui-se como gênero durante o século XVII, época em que as mudanças na estrutura da sociedade desencadearam repercussões no âmbito artístico.

O aparecimento da Literatura Infantil tem características próprias, pois decorre da ascensão da família burguesa, do novo "status" concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola. Sua emergência deveu-se, antes de tudo, à sua associação com a Pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converterem em instrumento dela.

É a partir do século XVIII que a criança passa a ser considerada um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias, pelo que deveria distanciar-se da vida dos mais velhos e receber uma educação especial, que a preparasse para a vida adulta.

As Mil e Uma Noites
Coleção de contos árabes (Alf Lailah Oua Lailah) compilados provavelmente entre os séculos XIII e XVI. São estruturados como histórias em cadeia, em que cada conto termina com uma deixa que o liga ao seguinte. Essa estruturação força o ouvinte curioso a retornar para continuar a história, interrompida com suspense no ar.

Foi o orientalista francês Antoine Galland o responsável por tornar o livro de As mil e uma Noites conhecido no ocidente (1704). Não existe texto fixo para a obra, variando seu conteúdo de manuscrito a manuscrito. Os árabes foram reunindo e adaptando esses contos maravilhosos de várias tradições. Assim, os contos mais antigos são provavelmente do Egito do séc. XII. A eles foram sendo agregados contos hindus, persas, siríacos e judaicos.

O uso do número 1001 sugere que podem aparecer mais histórias, ligadas por um fio condutor infinito. Usar 1000 talvez desse a idéia de fechamento, inteiro, que não caracteriza a proposta da obra.

Os mais famosos contos são:

O Mercador e o Gênio
Aladim ou a Lâmpada Maravilhosa
Ali-Babá e os Quarenta Ladrões Exterminados por uma Escrava
As Sete Viagens de Simbá, o Marinheiro

O rei persa Shariar, vitimado pela infidelidade de sua mulher, mandou matá-la e resolveu passar cada noite com uma esposa diferente, que mandava degolar na manhã seguinte. Recebendo como mulher a Sherazade, esta iniciou um conto que despertou o interesse do rei em ouvir-lhe a continuação na noite seguinte. Sherazade, por artificiosa ligação dos seus contos, conseguiu encantar o monarca por mil e uma noites e foi poupada da morte.

A história conta que, durante três anos, moças eram sacrificadas pelo rei, até que já não havia mais virgens no reino, e o vizir não sabia mais o que fazer para atender o desejo do rei. Foi quando uma de suas filhas, Sherazade, pediu-lhe que a levasse como noiva do rei, pois sabia um estratagema para escapar ao triste fim que a esperava. A princesa, após ser possuída pelo rei, começa a contar a extraordinária "História do Mercador e do Efrit", mas, antes que a manhã rompesse, ela parava seu relato, deixando um clima de suspense, só dando continuidade à narrativa na manhã seguinte. Assim, Sherazade conseguiu sobreviver, graças à sua palavra sábia e à curiosidade do rei. Ao fim desse tempo, ela já havia tido três filhos e, na milésima primeira noite, pede ao rei que a poupe, por amor às crianças. O rei finalmente responde que lhe perdoaria, sobretudo pela dignidade de Sherazade.

Fica então a metáfora traduzida por Sherazade: a liberdade se conquista com o exercício da criatividade.

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Para citar este artigo copie as linhas abaixo:
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CRISTIANE MADANÊLO DE OLIVEIRA. "A LITERATURA INFANTIL" [online]
Disponível na internet via WWW URL: http://www.graudez.com.br/litinf/origens.htm
Capturado em 6/8/2009

29 de Outubro - Dia nacional do livro


O dia 29 de outubro foi escolhido para ser o “Dia Nacional do Livro” por ser a data de aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil.
Seu acervo de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, moedas, medalhas, etc., ficava acomodado nas salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro.
A biblioteca foi transferida em 29 de outubro de 1810 e essa passou a ser a data oficial de sua fundação.
Fonte: ArthurHenrique

21 DE MARÇO DIA MUNDIAL DA POESIA


O dia 21 de março, comemorado em mais de cem países, é a data promulgada pela UNESCO para ser celebrada como Dia Mundial da Poesia.

Grandes poetas brasileiros fazem parte da nossa história poética de todos os tempos. Adélia Prado, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Cecília Meirelles, Cora Coralina, Ferreira Gullar, Gregório de Matos, Machado de Assis, Manuel Bandeira, Mario Quintana, Olavo Bilac, Mário de Andrade, Murilo Mendes, Paulo Mendes Campos e Vinícius de Moraes são apenas alguns de nossos melhores.

- Poesia - manifestação literária que se diferencia da prosa, na forma e no conteúdo. A palavra poesia é herdada do grego, "poíesis", "ação de fazer algo", pelo latim - "poese", + "-ia" que significa"criação".

Entre os maiores poetas da humanidade estão o italiano Dante Alighiere, autor da obra"Divina Comédia", o português Luís de Camões, autor do célebre poema épico "Os Lusíadas" e o brasileiro Olavo Bilac, autor de "O Pássaro Cativo".

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, nasceu no Rio de Janeiro, em 1865, e aí morreu, em 1918. Poeta parnasianista, apresentou várias temáticas em sua obra. Escreveu sobre quadros da Antigüidade, fatos da história brasileira e expressou seu mundo interior através da poesia lírica amorosa e pessoal.

Suas obras são: "Panóplias", "Via Láctea", "Sarças de Fogo", "Alma Inquieta", "As Viagens" e "O Caçador de Esmeraldas". Estes livros foram reunidos em "Poesia", lançado em 1902.
O PÁSSARO CATIVOOlavo Billac

Armas num galho de árvore o alçapão; E, em breve, uma avezinha descuidada, Batendo as asas cai na escravidão.
Dá-lhes, então, por esplêndida morada,A gaiola dourada.Dá-lhes alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo: Por que é que, tendo tudo, há de ficarO passarinho mudo, Arrepiado e triste, sem cantar?
É que, criança, os pássaros não falam.Só gorjeando a sua dor exalam, Sem que os homens os possam entender;Se os pássaros falassem, Talvez os teus ouvidos escutassemEste cativo pássaro dizer:
"Não quero o teu alpiste!Gosto mais do alimento que procuroNa mata livre em que voar me viste;Tenho água fresca num recanto escuroDa selva em que nasci;Da mata entre os verdores,Tenho frutos e flores, Sem precisar de ti!
Não quero a tua esplêndida gaiola!Pois nenhuma riqueza me consolaDe haver perdido aquilo que perdi... Prefiro o ninho humilde, construídoDe folhas secas, plácido, e escondidoEntre os galhos das árvores amigas... Solta-me ao vento e ao sol!Com que direito à escravidão me obrigas? Quero saudar as pompas do arrebol! Quero, ao cair da tarde, entoar minhas tristíssimas cantigas! Por que me prendes? Solta-me covarde! Deus me deu por gaiola a imensidade: Não me roubes a minha liberdade...Quero voar! Voar!..."
Estas coisas o pássaro diria,Se pudesse falar.E a tua alma, criança, tremeria, Vendo tanta aflição:E a tua mão, tremendo, lhe abririaA porta da prisão...
Os LusíadasLuís Vaz de Camões
Canto Primeiro Parte1
1 - (Assunto do Poema)
As armas e os barões assinalados, Que da ocidental praia Lusitana, Por mares nunca de antes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram; 2 - E também as memórias gloriosas Daqueles Reis, que foram dilatando A Fé, o Império, e as terras viciosas De África e de Ásia andaram devastando; E aqueles, que por obras valerosas Se vão da lei da morte libertando; Cantando espalharei por toda parte, Se a tanto me ajudar o engenho e arte. 3 - Cessem do sábio Grego e do Troiano As navegações grandes que fizeram; Cale-se de Alexandro e de Trajano A fama das vitórias que tiveram; Que eu canto o peito ilustre Lusitano, A quem Neptuno e Marte obedeceram: Cesse tudo o que a Musa antígua canta, Que outro valor mais alto se alevanta. 4 - (Invocação às Ninfas do Tejo) E vós, Tágides minhas, pois criado Tendes em mim um novo engenho ardente, Se sempre em verso humilde celebrado Foi de mim vosso rio alegremente, Dai-me agora um som alto e sublimado, Um estilo grandíloquo e corrente, Porque de vossas águas, Febo ordene Que não tenham inveja às de Hipoerene. 5 - Dai-me uma fúria grande e sonorosa, E não de agreste avena ou frauta ruda, Mas de tuba canora e belicosa, Que o peito acende e a cor ao gesto muda; Dai-me igual canto aos feitos da famosa Gente vossa, que a Marte tanto ajuda; Que se espalhe e se cante no universo, Se tão sublime preço cabe em verso. 6 - (Dedicatória ao Rei Dom Sebastião)
E vós, ó bem nascida segurança Da Lusitana antígua liberdade, E não menos certíssima esperança De aumento da pequena Cristandade; Vós, ó novo temor da Maura lança, Maravilha fatal da nossa idade, Dada ao mundo por Deus, que todo o mande, Para do mundo a Deus dar parte grande; ...
A Divina ComédiaPoema épico de Dante Alighieri

Nel mezzo del cammin di nostra vita mi ritrovai per una selva oscura ché la diritta via era smarrita.
Ahi quanto a dir qual era è cosa dura esta selva selvaggia e aspra e forteche nel pensier rinova la paura!
Tant'è amara che poco è più morte; ma per trattar del ben ch'i' vi trovai, dirò de l'altre cose ch'i' v'ho scorte.
Io non so ben ridir com'i' v'intrai, tant'era pien di sonno a quel punto che la verace via abbandonai.
Pesquisa em diversos sites por Lika Dutra
SONETO DA SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o pranto.
De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente. Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura erranteDe repente, não mais que de repente.
Autor: Vinícius de MoraesEnviado por: Dulce
SEU ORGULHO
Seu orgulho é como uma mentira que conta sem dó nem piedadecala a minha boca e no final não quer ouvir. Seu orgulho é como uma doença sem cura,uma epidemia que vai se multiplicando;
Seu orgulho é como o final da vida que só na morte pede perdão de seus erros.
Autora: Adriana Silva Gonçalves
C I Ú M E S

No espaço sideral, O amor desabrochou De maneira formal A Lua se apaixonou
Quieta em seu canto Curtia sua paixão Fascinada em encantos, Ampliava a aspiração
Aspiração desconhecida Fluía em seu interior Aquilo dava-lhe a vida, Junto, adveio o amor
Para ganhar o amado A Lua não se acanhou, Encheu-se de agrados E ao Sol se mostrou
O amor ao Astro-Rei Foi logo correspondido Mas, o ciúmes da Lua Deu tudo por perdido
No céu lindas estrelas Criavam seus bailados, Em seqüências arteiras Deixavam o Sol admirado!
Das rivais, a Lua enciumou Seu amor passou a ódio E este, a sufocou
A Lua sem a percepção Não notou que as estrelas Acolhiam do Astro-Rei, O amor de um irmão!!!


Autor: Manuel de Almeida (Manal)
Fonte: velhos amigos.com.br

14 de Março de nacional da Poesia

Poeta brasileiro homenageado com o dia da poesia
A poesia é a arte da linguagem humana, do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticos transformaram a forma usual da fala em recursos formais, através das rimas cadenciadas.
As poesias fazem adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também.
Existem três tipos de poesias: as existenciais, que retratam as experiências de vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas.
A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.
Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou grandemente pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.
Sua indignação quanto ao preconceito racial ficou registrada na poesia “Navio Negreiro”, chegando a fazer um protesto contra a situação em que viviam os negros. Mas seu primeiro poema que retratava a escravidão foi “A Canção do Africano”, publicado em A Primavera.
Cursou direito na faculdade do Recife e teve grande participação na vida política da Faculdade, nas sociedades estudantis, onde desde cedo recebera calorosas saudações.
Castro Alves era um jovem bonito, esbelto, de pele clara, com uma voz marcante e forte. Sua beleza o fez conquistar a admiração dos homens, mas principalmente as paixões das mulheres, que puderam ser registrados em seus versos, considerados mais tarde como os poemas líricos mais lindos do Brasil.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

02 de Abril Dia Internacional do Livro Infantil

Hans Christian e um de seus principais personagens – O Patinho Feio
A literatura infantil surgiu no século XVII, no intuito de educar as crianças moralmente.
Em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, foi criado o dia internacional do livro infantil, que é comemorado na data de seu nascimento; em virtude das inúmeras histórias criadas por ele.
Dentre as mais conhecidas mundialmente estão “O Patinho Feio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia” e “As Roupas Novas do Imperador”.
A data é conhecida e comemorada mundialmente, em mais de sessenta países, como forma de incentivar e despertar nas crianças o gosto pela leitura.
Tanto os clássicos da literatura infantil quanto os livros somente ilustrados, proporcionaram o desenvolvimento do imaginário das crianças, bem como o aspecto cognitivo, desenvolvendo seu aprendizado em várias áreas da vida.
As histórias reportam valores morais e éticos, que levam o sujeito a repensar suas atitudes do cotidiano, numa reflexão que pode modificar sua ação, tornando-a melhor enquanto pessoa.
Segundo Humberto Eco – escritor, filósofo e linguista italiano – a literatura infantil traz sentido aos fatos que acontecem na vida, envolvendo as crianças. Dessa forma, "qualquer passeio pelos mundos ficcionais tem a mesma função de um brinquedo infantil.
As crianças brincam com a boneca, cavalinho de madeira ou pipa a fim de se familiarizar com as leis físicas do universo e com os atos que realizarão um dia".
Todos os anos a Internacional Board on Books for Young People, oferece o troféu “Hans Christian”, como sendo o prêmio Nobel desse gênero, algumas escritoras brasileiras já foram homenageadas, como Lygia Bojunga, no ano de 1982, e Ana Maria Machado, em 2000.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

18 de Abril Dia nacional da literatura infanto-juvenil

Monteiro Lobato e alguns de seus personagens
O dia 18 de abril foi instituído como o dia nacional da literatura infantil, em homenagem à Monteiro Lobato.
“Um país se faz com homens e com livros”. Essa frase criada por ele demonstra a valorização que o mesmo dava à leitura e sua forte influência no mundo literário.
Monteiro Lobato foi um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil, brasileira. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto, época em que cursava a faculdade de direito.
Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio, assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso.
Depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infanto-juvenil: O Sítio do Picapau Amarelo, que foi transformado em obra televisiva nos anos oitenta, sendo regravado no final dos anos noventa.
Dentre seus principais personagens estão D. Benta, a avó; Emília, a boneca falante; Tia Nastácia, cozinheira e seus famosos bolinhos de chuva, Pedrinho e Narizinho, netos de D. Benta; Visconde de Sabugosa, o boneco feito de sabugo de milho, Tio Barnabé, o caseiro do sítio que contava vários “causos” às crianças; Rabicó, o porquinho cor de rosa; dentre vários outros que foram surgindo através das diferentes histórias. Quem não se lembra do Anjinho da asa quebrada que caiu do céu e viveu grandes aventuras no sítio?
Dentre suas obras, Monteiro Lobato resgatou a imagem do homem da roça, apresentando personagens do folclore brasileiro, como o Saci Pererê, negrinho de uma perna só; a Cuca, uma jacaré muito malvada; e outros. Também enriqueceu suas obras com obras literárias da mitologia grega, bem como personagens do cinema (Walt Disney) e das histórias em quadrinhos.
Na verdade, através de sua inteligência, mostrou para as crianças como é possível aprender através da brincadeira. Com o lançamento do livro “Emília no País da Gramática”, em 1934, mostrou assuntos como adjetivos, substantivos, sílabas, pronomes, verbos e vários outros. Além desse, criou ainda Aritmética da Emília, em 1935, com as mesmas intenções, porém com as brincadeiras se passando num pomar.
Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, no ano de 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Discurso da Posse de Barack Obama


É importante registrar o discurso da posse de BarackObama, para que possamos acompanhar e comentar sobre a teória e a prática da administração público deste presidente que marca a hisória presidencial dos Estados Unidos...


"Obrigado (Obama, Obama)


Meus compatriotas, Aqui me encontro hoje humilde diante da tarefa à nossa frente, agradecido pela confiança depositada por vocês, atento aos sacrifícios feitos por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos seus serviços a esta nação, assim como pela generosidade e pela cooperação mostradas durante esta transição.

Quarenta e quatro americanos, até hoje, prestaram o juramento presidencial. Suas palavras foram ditas durante a maré ascendente da prosperidade e nas águas calmas da paz. Mas frequentemente o juramento é prestado em meio a nuvens crescentes e tempestades ruidosas. Nestes momentos a América foi em frente não apenas graças ao talento e à visão daqueles no poder, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antecessores e aos nossos documentos fundadores. Foi assim e deve ser assim com esta geração de americanos.

É bem sabido que estamos no meio de uma crise. Nossa nação está em guerra contra uma rede de violência e ódio de longo alcance. Nossa nação está bastante enfraquecida, uma consequência da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas também da nossa incapacidade coletiva de tomar decisões difíceis e preparar a nação para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos foram cortados; empresas destruídas.

Nossa saúde é cara demais; nossas escolas deixam muitos para trás; e cada dia traz novas evidências de que a forma como usamos a energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta. Eles [os desafios] não serão superados facilmente ou num curto período de tempo.

Mas saiba disso, América: eles serão superados. Estes são os indicadores de uma crise, tema de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o solapamento da confiança por todo o nosso país.
Um medo persistente de que o declínio da América seja inevitável, e que a próxima geração deva ter objetivos menores.

Hoje eu lhes digo que os desafios diante de nós são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão superados facilmente ou num curto período de tempo.

Mas saiba disso, América: eles serão superados. (aplausos) Neste dia nós nos unimos porque escolhemos a esperança e não o medo, a unidade de objetivo, e não o conflito e a discórdia.

Neste dia viemos proclamar o fim de nossos choramingos e falsas promessas, as recriminações e os dogmas desgastados, que por tempo demais estrangularam nossa política. Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras das Escrituras, chegou a hora de acabar com as coisas de menino.

Chegou a hora de reafirmar nosso espírito resistente; de optar pela nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são livres, todos são iguais e todos merecem a chance de lutar por sua medida justa de felicidade.
Fonte: Revista Época

Lenda, história e Deusa da mitologia Grega

AFRODITE
Afrodite, na mitologia grega, era a deusa da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas.
Seus símbolos eram a pomba, a romã, o cisne e a murta. No panteão romano, Afrodite foi identificada com Vênus.
A mitologia oferecia duas versões de seu nascimento: segundo Hesíodo, na Teogonia, Cronos, filho de Urano, mutilou o pai e atirou ao mar seus órgãos genitais, e Afrodite teria nascido da espuma (em grego, aphros) assim formada; para Homero, ela seria filha de Zeus e Dione, sua consorte em Dodona.
Por ordem de Zeus, Afrodite casou-se com Hefesto, o coxo deus do fogo e o mais feio dos imortais. Foi-lhe muitas vezes infiel, sobretudo com Ares, divindade da guerra, com quem teve, entre outros filhos, Eros e Harmonia.
Outros de seus filhos foram Hermafrodito, com Hermes, e Príapo, com Dioniso. Entre seus amantes mortais, destacaram-se o pastor troiano Anquises, com quem teve Enéias, e o jovem Adônis, célebre por sua beleza.
Afrodite possuía um cinturão mágico de grande poder sedutor e os efeitos de sua paixão eram irresistíveis.
As lendas freqüentemente a mostram ajudando os amantes a superar todos os obstáculos.
À medida que seu culto se estendia pelas cidades gregas, também aumentava o número de seus atributos, quase sempre relacionados com o erotismo e a fertilidade
Fonte: http://www.nomismatike.hpg.ig.com.br/
AFRODITE
Deusa do amor e da beleza. Na lenda de Homero, ela é dita como sendo a filha de Zeus e Dione, uma de suas consortes, mas na Teogonia de Hesíodo, ela é descrita como nascida da espuma do mar e, etimologicamente, seu nome quer dizer "erguida da espuma". De acordo com Homero, Afrodite é a esposa de Hefaístos, o deus das artes manuais. Seus amantes incluem Ares, deus da guerra, que posteriormente foi representado como seu marido. Era a rival de Perséfone, rainha do mundo subterrâneo, pelo o amor do belo jovem Adônis. Talvez a lenda mais famosa sobre Afrodite diga respeito à causa da Guerra de Tróia. Eris, a personificação da discórdia - a única deusa que não foi convidada ao casamento de Peleu e da ninfa Tétis - ressentida com os deuses, arremessou uma maçã dourada no corredor onde se realizava o banquete, sendo que na fruta estavam gravadas as palavras "à mais bela". Quando Zeus se recusou a julgar entre Hera, Atena, e Afrodite, as três deusas que reivindicaram a maçã pediram à Páris, príncipe de Tróia, para fazer a premiação. Cada deusa ofereceu à Paris um suborno: Hera, prometeu-lhe que seria um poderoso governante; Atena que ele alcançaria grande fama militar; e Afrodite que ele teria a mulher humana mais linda do mundo. Páris declarou Afrodite como a mais bela e escolheu como prêmio Helena, a esposa do rei grego Menelau. O rapto de Helena por Páris foi a causa da Guerra de Tróia.
Fonte: geocities.yahoo.com.br
AFRODITE
Afrodite ou Aphrodite, na mitologia grega, era a deusa da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas.
Teogonia
Aphrodite é a Deusa grega do amor, beleza, fertilidade e êxtase sexual. De acordo com o mito mais aceito, ela nasceu quando Uranus (o Deus pai dos Titãs) foi castrado por seu filho Chronos. Chronos atirou os genitais cortados de Uranus no oceano, que começou a ferver e espumar. Do aphros ("espuma do mar"), se ergueu Aphrodite e o mar a carregou para Chipre. Por isso um de seus epítetos é Kypris. Assim, Aphrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros Deuses Olímpicos.
Mais tarde, quando o culto de Zeus usurpou o culto a Dione no bosque sagrado de carvalhos em Dodona, os poetas começaram a lhe atribuir a paternidade de Aphrodite, oriunda de sua união com Dione.
A literatura platônica chama a Aphrodite nascida do primeiro mito de Aphrodite Urania, ou Celestial, e a nascida do segundo mito de Aphrodite Pandemos, ou Comum. O platonismo associa Urania com o amor espiritual, enquanto Pandemos é associada ao amor carnal. É interessante notar que Urânia é também associada ao homossexualismo, considerado pelos platônicos como "mais celeste" que o heterossexualismo, atribuído a Pandemos.
Casamento
Após destronar Chronos, Zeus ficou ressentido pois tão grande era o poder sedutor de Aphrodite que ele e os demais Deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos. Como vingança e punição, Zeus a fez se casar com o Deus ferreiro Hephaestus. Hephaestus usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Aphrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos.
Relacionamentos e filhos
Aphrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hephaestus. Aphrodite amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, o mais famoso foi Adônis. Alguns de seus filhos são Hermaphroditus (com Hermes), Eros (com Zeus), Anteros, Phobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Hymenaios e Priapus (com Dionysus) e Enéas (com o mortal Anchises). Os diversos filhos de Aphrodite mostram seu domínio sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humanas.
Aphrodite era acompanhada por um séqüito de Graças, ou Cáritas, como eram também conhecidas.
Culto
Suas festas eram chamadas de Aphrodisíacas e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Suas sacerdotisas eram prostitutas sagradas, que representavam a Deusa, e o sexo com elas era considerado um meio de adoração e contato com a Deusa. Seus símbolos incluem a murta, o golfinho, o pombo, o cisne, a romã e a limeira. Entre seus protegidos contam-se os marinheiros e artesãos.
Com o passar do tempo, e com a substituição da religiosidade matrifocal pela patriarcal, Aphrodite passou a ser vista como uma Deusa frívola e promíscua, como resultado de sua sexualidade liberal. Parte dessa condenação a seu comportamente veio do medo humano frente à natureza incontrolável dos aspectos regidos pela Deusa do Amor.
Deusas relacionadas
Aphrodite tem atributos comuns com as Deusas Freya (nórdica), Vênus (romana), Turan (etrusca), Ishtar (mesopotâmica) Inanna (suméria) e com a Ashtart (ou Astarte, ou Asterarte - sírio-palestina).
Fonte: pt.wikipedia.org
Portal: São Francisco
ODISSÉIA

Além de constituir, ao lado da Ilíada, obra iniciadora da literatura grega escrita, a Odisséia, de Homero, expressa com força e beleza a grandiosidade da remota civilização grega. A Odisséia data provavelmente do século VIII a.C., quando os gregos, depois de um longo período sem dispor de um sistema de escrita, adotaram o alfabeto fenício.
Na Odisséia ressoa ainda o eco da guerra de Tróia, narrada parcialmente na Ilíada. O título do poema provém do nome do protagonista, o grego Ulisses (Odisseu). Filho e sucessor de Laerte, rei de Ítaca e marido de Penélope, Ulisses é um dos heróis favoritos de Homero e já aparece na Ilíada como um homem perspicaz, bom conselheiro e bravo guerreiro.
A Odisséia narra as viagens e aventuras de Ulisses em duas etapas: a primeira compreende os acontecimentos que, em nove episódios sucessivos, afastam o herói de casa, forçado pelas dificuldades criadas pelo deus Posêidon.
A segunda consta de mais nove episódios, que descrevem sua volta ao lar sob a proteção da deusa Atena. É também desenvolvido um tema secundário, o da vida na casa de Ulisses durante sua ausência, e o esforço da família para trazê-lo de volta a Ítaca. A Odisséia compõe-se de 24 cantos em verso hexâmetro (seis sílabas), e a ação se inicia dez anos depois da guerra de Tróia, em que Ulisses lutara ao lado dos gregos. A ordem da narrativa é inversa: tem início pelo desfecho, a assembléia dos deuses, em que Zeus decide a volta de Ulisses ao lar. O relato é feito, de forma indireta e em retrospectiva, pelo próprio herói aos feaces - povo mítico grego que habitava a ilha de Esquéria. Hábeis marinheiros, são eles que conduzem Ulisses a Ítaca.
O poema estrutura-se em quatro partes: na primeira (cantos I a IV), intitulada "Assembléia dos deuses", Atena vai a Ítaca animar Telêmaco, filho de Ulisses, na luta contra os pretendentes à mão de Penélope, sua mãe, que decide enviá-lo a Pilos e a Esparta em busca do pai. O herói porém encontra-se na ilha de Ogígia, prisioneiro da deusa Calipso. Na segunda parte, "Nova assembléia dos deuses", Calipso liberta Ulisses, por ordem de Zeus, que atendeu aos pedidos de Atena e enviou Hermes com a missão de comunicar a ordem. Livre do jugo de Calipso, que durou sete anos, Ulisses constrói uma jangada e parte, mas uma tempestade desencadeada por Posêidon lança-o na ilha dos feaces (canto V), onde é descoberto por Nausícaa, filha do rei Alcínoo.
Bem recebido pelo rei (cantos VI a VIII), Ulisses mostra sua força e destreza em competições esportivas que se seguem a um banquete. Na terceira parte, "Narração de Ulisses" (cantos IX a XII), o herói passa a contar a Alcínoo as aventuras que viveu desde a saída de Tróia: sua estada no país dos Cícones, dos Lotófagos e dos Ciclopes; a luta com o ciclope Polifemo; o episódio na ilha de Éolo, rei dos ventos, onde seus companheiros provocam uma violenta tempestade, que os arroja ao país dos canibais, ao abrirem os odres em que estão presos todos os ventos; o encontro com a feiticeira Circe, que transforma os companheiros em porcos; sua passagem pelo país dos mortos, onde reencontra a mãe e personagens da guerra de Tróia. Na quarta parte, "Viagem de retorno", o herói volta à Ítaca, reconduzido pelos feaces (canto XIII). Apesar do disfarce de mendigo, dado por Atena, Ulisses é reconhecido pelo filho, Telêmaco, e por sua fiel ama Euricléia, que, ao lavar-lhe os pés, o identifica por uma cicatriz.
Assediada por inúmeros pretendentes, Penélope promete desposar aquele que conseguir retesar o arco de Ulisses, de maneira que a flecha atravesse 12 machados. Só Ulisses o consegue.
O herói despoja-se em seguida dos andrajos e faz-se reconhecer por Penélope e Laerte. Segue-se a vingança de Ulisses (cantos XIV a XXIV): as almas dos pretendentes são arrastadas aos infernos por Hermes e a história termina quando Atena impõe uma plena reconciliação durante o combate entre Ulisses e os familiares dos mortos.
A concepção do poema é predominantemente dramática e o caráter de Ulisses, marcado por obstinação, lealdade e perseverança em seus propósitos, funciona como elemento de unificação que permeia toda a obra. Aí aparecem fundidas ou combinadas uma série de lendas pertencentes a uma antiqüíssima tradição oral com fundo histórico.
Há forte crença de que a Odisséia reúna temas oriundos da época em que os gregos exploravam e colonizavam o Mediterrâneo ocidental, daí a presença de mitos com seres monstruosos no Ocidente, para eles ainda misterioso. Pela extrema perfeição de seu todo, esse poema tem encantado o homem de todas as épocas e lugares.
É consenso na era moderna que a Odisséia completa a Ilíada como retrato da civilização grega, e as duas juntas testemunham o gênio de Homero e estão entre os pontos mais altos atingidos pela poesia universal.
Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br


ODISSÉIA

Além de constituir, ao lado da Ilíada, obra iniciadora da literatura grega escrita, a Odisséia, de Homero, expressa com força e beleza a grandiosidade da remota civilização grega. A Odisséia data provavelmente do século VIII a.C., quando os gregos, depois de um longo período sem dispor de um sistema de escrita, adotaram o alfabeto fenício. Na Odisséia ressoa ainda o eco da guerra de Tróia, narrada parcialmente na Ilíada. O título do poema provém do nome do protagonista, o grego Ulisses (Odisseu).
Filho e sucessor de Laerte, rei de Ítaca e marido de Penélope, Ulisses é um dos heróis favoritos de Homero e já aparece na Ilíada como um homem perspicaz, bom conselheiro e bravo guerreiro.
A Odisséia narra as viagens e aventuras de Ulisses em duas etapas: a primeira compreende os acontecimentos que, em nove episódios sucessivos, afastam o herói de casa, forçado pelas dificuldades criadas pelo deus Posêidon. A segunda consta de mais nove episódios, que descrevem sua volta ao lar sob a proteção da deusa Atena.
É também desenvolvido um tema secundário, o da vida na casa de Ulisses durante sua ausência, e o esforço da família para trazê-lo de volta a Ítaca. A Odisséia compõe-se de 24 cantos em verso hexâmetro (seis sílabas), e a ação se inicia dez anos depois da guerra de Tróia, em que Ulisses lutara ao lado dos gregos.
A ordem da narrativa é inversa: tem início pelo desfecho, a assembléia dos deuses, em que Zeus decide a volta de Ulisses ao lar.
O relato é feito, de forma indireta e em retrospectiva, pelo próprio herói aos feaces - povo mítico grego que habitava a ilha de Esquéria. Hábeis marinheiros, são eles que conduzem Ulisses a Ítaca. O poema estrutura-se em quatro partes: na primeira (cantos I a IV), intitulada \"Assembléia dos deuses\", Atena vai a Ítaca animar Telêmaco, filho de Ulisses, na luta contra os pretendentes à mão de Penélope, sua mãe, que decide enviá-lo a Pilos e a Esparta em busca do pai.
O herói porém encontra-se na ilha de Ogígia, prisioneiro da deusa Calipso. Na segunda parte, "Nova assembléia dos deuses", Calipso liberta Ulisses, por ordem de Zeus, que atendeu aos pedidos de Atena e enviou Hermes com a missão de comunicar a ordem. Livre do jugo de Calipso, que durou sete anos, Ulisses constrói uma jangada e parte, mas uma tempestade desencadeada por Posêidon lança-o na ilha dos feaces (canto V), onde é descoberto por Nausícaa, filha do rei Alcínoo.
Bem recebido pelo rei (cantos VI a VIII), Ulisses mostra sua força e destreza em competições esportivas que se seguem a um banquete. Na terceira parte, \"Narração de Ulisses\" (cantos IX a XII), o herói passa a contar a Alcínoo as aventuras que viveu desde a saída de Tróia: sua estada no país dos Cícones, dos Lotófagos e dos Ciclopes; a luta com o ciclope Polifemo; o episódio na ilha de Éolo, rei dos ventos, onde seus companheiros provocam uma violenta tempestade, que os arroja ao país dos canibais, ao abrirem os odres em que estão presos todos os ventos; o encontro com a feiticeira Circe, que transforma os companheiros em porcos; sua passagem pelo país dos mortos, onde reencontra a mãe e personagens da guerra de Tróia.
Na quarta parte, \"Viagem de retorno\", o herói volta à Ítaca, reconduzido pelos feaces (canto XIII). Apesar do disfarce de mendigo, dado por Atena, Ulisses é reconhecido pelo filho, Telêmaco, e por sua fiel ama Euricléia, que, ao lavar-lhe os pés, o identifica por uma cicatriz. Assediada por inúmeros pretendentes, Penélope promete desposar aquele que conseguir retesar o arco de Ulisses, de maneira que a flecha atravesse 12 machados.
Só Ulisses o consegue. O herói despoja-se em seguida dos andrajos e faz-se reconhecer por Penélope e Laerte. Segue-se a vingança de Ulisses (cantos XIV a XXIV): as almas dos pretendentes são arrastadas aos infernos por Hermes e a história termina quando Atena impõe uma plena reconciliação durante o combate entre Ulisses e os familiares dos mortos. A concepção do poema é predominantemente dramática e o caráter de Ulisses, marcado por obstinação, lealdade e perseverança em seus propósitos, funciona como elemento de unificação que permeia toda a obra.
Aí aparecem fundidas ou combinadas uma série de lendas pertencentes a uma antiquíssima tradição oral com fundo histórico.
Há forte crença de que a Odisséia reúna temas oriundos da época em que os gregos exploravam e colonizavam o Mediterrâneo ocidental, daí a presença de mitos com seres monstruosos no Ocidente, para eles ainda misterioso. Pela extrema perfeição de seu todo, esse poema tem encantado o homem de todas as épocas e lugares. É consenso na era moderna que a Odisséia completa a Ilíada como retrato da civilização grega, e as duas juntas testemunham o gênio de Homero e estão entre os pontos mais altos atingidos pela poesia universal.
Fonte: www.mitosedeuses.hpg.ig.com.br


ODISSÉIA
A guerra de Tróia aconteceu por causa do seqüestro de Helena, uma exuberante mulher, que encantava todos com sua beleza. Ela era a mais bela das mulheres daquela época. Eles capturaram Helena na cidade de Roma, e a levaram para Tróia.
Em Tróia havia uma fortaleza, onde nenhuma pessoa conseguia entrar sem permissão.
Este livro conta a história de volta da guerra, onde havia um herói da Grécia antiga, seu nome era Ulisses. Este personagem era o guerreiro que comandava a tropa que combateu a fortaleza de Tróia.
Nesta viagem Ulisses teve várias aventuras fantásticas, pois navegava em busca de acertos de conta. Ele passa por vários lugares, onde cada um é uma história. Sua esposa fazia uma coisa que marcou a história ela tecia um tapete de dia e o desmanchava a noite, tudo isso para enganar seus pretendentes. Nesta história também há a participação de deusas da mitologia Grega: Atenas e Afrodite, Afrodite era a deusa da beleza e do amor, e Atenas era a deusa da sabedoria.
Este livro é uma história em verso, mas foi recontada em prosa, pois foi adaptada para a literatura infantil. Suas falas são empolgantes, que te traz mais vontade de ler. E quando acaba, dá vontade de ler de novo. Espero que goste desta leitura.
Fonte: clvceop.vilabol.uol.com.br


ODISSÍEA

"De repente, uma forte gargalhada ecoou às suas costas. Virou-se, de súbito, novamente assustado, com aquela risada que parecia vir do próprio inferno. A visão que teve o fez pensar que, se de fato ele não estivesse no inferno, os demônios de lá haviam fugido. Seus olhos incrédulos avistaram um homem parado no início da descida por onde ele viera. Usava um enorme chapéu e um sobretudo, também de proporções exageradas. Todo de negro. Estava empunhando uma pá..."
Existem diversos tipos de apreciadores do gênero artístico Horror. Há aqueles que se satisfazem plenamente apenas consumindo os infindáveis produtos relacionados, como filmes, revistas, livros, jogos, etc. E há aqueles que, além de consumir, também gostam de produzir, sejam editar fanzines impressos ou sites na internet, escrever contos e artigos de cinema ou literatura, desenhar ilustrações e histórias em quadrinhos, e muitas outras coisas mais. Toda produção alternativa ou pertencente ao chamado universo "underground", ou seja, feito com recursos próprios, sem o apoio ou financiamento de uma fonte externa, devem sempre ter seu trabalho enaltecido, independente dos resultados. É sempre preferível a produção de materiais com qualidade cada vez maiores, porém todo trabalho realizado com idealismo e iniciativa própria tem seu valor inquestionável.
Dentro dessa idéia vale ressaltar a atitude idealista e batalhadora, virtudes reservadas para poucos, do amigo André Bozzetto Junior, da pequena cidade de Ilópolis, no interior do Rio Grande do Sul, cerca de 200 Km distante da capital Porto Alegre. Ele lançou de forma independente em Outubro de 1998 (e tinha apenas 17 anos de idade na época) um interessante romance de horror intitulado "Odisséia nas Sombras", que narra a árdua trajetória de um grupo de amigos ao enfrentar um assassino sobrenatural .
O autor é colaborador do fanzine "Juvenatrix" e do site "Boca do Inferno" (www.bokadoinferno.hpg.com.br), com a publicação de interessantes artigos e resenhas de filmes de horror.
A história do livro é sobre uma pequena cidade do interior aterrorizada por um psicopata assassino, o qual é o responsável pela morte violenta de vários de seus habitantes, com direito a estupros e até atos de necrofilia. Com deficiência mental e problemas de relacionamento durante toda sua vida, ele é conhecido como "O Filho do Coveiro", apelido de Daniel Lima, e acaba sendo descoberto e morto por um "justiceiro" vingador numa misteriosa encruzilhada. Porém, auxiliado por forças sobrenaturais, o assassino retorna do mundo dos mortos, vindo das profundezas sombrias do inferno, fortalecido e em busca de vingança.
Para combatê-lo, surge um grupo de jovens formado por Joel, Luciano e Márcio, os quais tinham envolvimento com as vítimas do psicopata (Sabrina, namorada de Joel e irmã de Luciano, foi uma das que perderam a vida de forma trágica), e que testemunharam eventos insólitos com o assassino, através de encontros mortais ou experiências oníricas sobrenaturais.
A partir daí, tem início uma desgastante e intensa batalha de morte contra o poder maligno de um assassino sedento de ódio, numa longa "odisséia nas sombras cujo ponto final seria uma lágrima de sangue".
A narrativa é leve, fácil de ler em capítulos curtos, sem erros de português, numa história bem conduzida, com personagens definidos e humanizados, e que exerce um fascínio no leitor até a conclusão da obra. Vale destacar também a excelente escolha do título do livro, "Odisséia nas Sombras", plenamente coerente com a história.
É admirável a coragem acertada do autor em matar de forma violenta alguns dos personagens, depois que são apresentados e após criar-se uma certa interação com o leitor. Além da habilidade na exploração de elementos característicos do horror como a figura de um demoníaco "gato preto", com participação frequente na trama e sempre carregada de tensão, e a ambientação macabra de uma "encruzilhada" assombrada, infestada de fantasmas e almas de outro mundo, procurando alívio para seus tormentos.
"Joel e Márcio descarregaram uma saraivada de golpes no animal, que mesmo reduzido a um monte retorcido de pêlos e carne, pulsante e ensanguentado, persistia vivo."
Porém, nota-se também uma certa previsibilidade nos vários eventos que são apresentados, não havendo grandes surpresas ou reviravoltas, e onde um leitor atento consegue captar o que vai acontecer antecipadamente nos capítulos seguintes, principalmente no desfecho trágico envolvendo o confronto final dos jovens e o demoníaco "Filho do Coveiro", num sítio próximo à cidade.
Por curiosidade, vale ressaltar o bom gosto musical do personagem Márcio, onde num momento de tensão antecedendo um encontro com o poderoso assassino, ele procura ouvir a música "Wasted Years" da excepcional banda inglesa de Heavy Metal "Iron Maiden", só para relaxar um pouco...
A despeito de quaisquer eventuais falhas, "Odisséia nas Sombras" é um livro agradável de se ler, curto, rápido, numa interessante história de horror sobrenatural que poderia perfeitamente transformar-se em argumento para um filme. Não existem elementos novos ou originais, possuindo os já conhecidos e tradicionais clichês característicos do gênero, mas certamente serve como um bom entretenimento. E fico imaginando o anti-herói "Filho do Coveiro" como o protagonista de um filme de "serial killer"...
Um fato interessante é que a história permite também a idéia de uma continuação, pois o psicopata tem um irmão gêmeo separado dele na infância e criado pelos tios em outra cidade. Imaginem se ele houvesse herdado igualmente os poderes malignos do irmão assassino e retornasse à cidade para vingá-lo e perpetuar seu legado de sangue... O que poderia acontecer?
Esperaremos pela resposta, talvez, numa próxima "odisséia nas sombras", com a possibilidade de um novo livro do autor explorando esse universo ficcional...
"Joel agitava-se em seu sono povoado de pesadelos. Viu em seu sonho, um lugar escuro, coberto por uma densa névoa, onde ele corria desesperadamente em busca de algo. De repente, tropeçou em alguma coisa, oculta pela névoa e pela escuridão, e com isso, desequilibrou-se e caiu. Quando Joel voltou-se para ver em que havia tropeçado, o pavor dominou-o ao constatar que se tratava da cabeça decapitada de Márcio. Subitamente, ouviu um baque ao seu lado, e então a cabeça também decapitada de Luciano rolou a seus pés. Joel gritou e acordou."
Fonte: www.scarium.com.br

ODISSÉIA

Odisséia, de Homero, define o poema épico antigo, por uma vinculação às raízes primitivas e populares. Entende-se por épica (do grego epos, canto ou narrativa) a narrativa poética de substrato histórico, considerando-se ambas as obras, a Odisséia e a Ilíada, como a codificação de todos os mitos gregos. Os poemas homéricos possuem tom eloqüente em seus versos (hexâmetros) e duração das vogais, como se tivessem sido feitos para serem falados em voz alta.
A poesia Lírica nasceu da fusão do poema épico com o instrumento que a acompanhava, a lira. As formas foram então se diversificando; variedades e novas técnicas surgiram, como: a ode, a elegia, os epitáfios, as canções, as baladas e outras mais que se desenvolveriam posteriormente como o soneto, e o madrigal.
Safo (século VI a.C.) é a primeira poetisa conhecida. Sua obra, dedicada às musas, é uma variedade de poesia lírica: odes, elegias, hinos e epitalâmios. Píndaro foi o primeiro grande criador de odes, que conservava uma narrativa heróica, embora já admitisse um canto pessoal, subjetivo, retratando a vida e experiências do próprio autor.
Simônides de Ceos foi um grande criador de epitáfios, poesia em memória dos heróis mortos.
Outra forma lírica derivada é a poesia bucólica, que teve em Teócrito (século III a.C.) um grande cultor. A primeira característica da poesia lírica é a maior liberdade quanto ao número de sílabas dos versos. Ela também foi de grande influência sobre a poesia dramática, que se apresentava com duplo caráter: épico e lírico (objetivo/subjetivo). A poesia dramática mantinha a narrativa épica, mas transfigurava os narradores nos próprios personagens das ações, pintando seus estados emotivos, o que lhe conferia um sabor lírico.
Os três grandes poetas dramáticos da Antigüidade Clássica são: Eurípedes, Ésquilo e Sófocles. Das inúmeras peças que escreveram, somente algumas foram preservadas, sendo ainda representadas em todas as partes do mundo. Anchieta, em sua campanha catequista, no Brasil do século XVI, usou um subgênero dramático, o auto sacramental, como forma de difusão do ideais cristãos entre os indígenas.
A cultura latina apresenta acentuado mimetismo literário em relação à cultura grega. Virgílio escreveu um grande poema épico, a Eneida, calcado sobre a unidade latina. As Metamorfoses, de Ovídio, também apresentam caráter épico-lírico.
Fonte: www.cfh.ufsc.br


NARCISO




lenda de Narciso, surgida provavelmente da superstição grega segundo a qual contemplar a própria imagem prenunciava má sorte, possui um simbolismo que fez dela uma das mais duradouras da mitologia grega.
Narciso era um jovem de singular beleza, filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope. No dia de seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura.
Indiferente aos sentimentos alheios, Narciso desprezou o amor da ninfa Eco - segundo outras fontes, do jovem Amantis - e seu egoísmo provocou o castigo dos deuses. Ao observar o reflexo de seu rosto nas águas de uma fonte, apaixonou-se pela própria imagem e ficou a contemplá-la até consumir-se. A flor conhecida pelo nome de Narciso nasceu, então, no lugar onde morrera.
Em outra versão da lenda, Narciso contemplava a própria imagem para recordar os traços da irmã gêmea, morta tragicamente.
Foi, no entanto, a versão tradicional, reproduzida no essencial por Ovídio em Metamorfoses, que se transmitiu à cultura ocidental por intermédio dos autores renascentistas. Na psiquiatria e particularmente na psicanálise, o termo narcisismo designa a condição mórbida do indivíduo que tem interesse exagerado pelo próprio corpo.
Fonte: http://www.nomismatike.hpg.ig.com.br/

NARCISO

Narciso, antes de ser uma personagem da mitologia grega, era simplesmente um rapaz escorreito, não se pode negar; tinha uma cara de príncipe de conto de fadas, usava o cabelo comprido ou curto conforme a ocasião, vestia com gosto e maquilhava-se só com produtos naturais, absolutamente naturais.
Numa terça-feira (ou quinta. tanto dá) acabava de dispor-se para sair, talvez para ir ao teatro (porque ainda não se tinha inventado o cinema) ou talvez a uma festa. Tinha revitalizado os seus lábios com cereja vermelha, branqueado o seu rosto e penteado o seu cabelo. Viu-se ao espelho (o reflexo da água num lago, pois tudo era natural) e contemplou-se com satisfação e disse para si mesmo: "sou mesmo perfeito".
Então Zeus, o deus grego, reparando com quanto deleite Narciso contemplava a sua própria figura, infundiu-lhe um amor desmedido pelo seu próprio eu. Narciso enamorou-se perdidamente por si mesmo. E quis alcançar a sua imagem atirando-se ao tanque, onde morreu infeliz por não se poder possuir.
Esta história da mitologia grega, parece-se com a história dos rapazes que gastam tardes inteiras no ginásio a contemplar os seus bíceps ou das raparigas que não se poupam jornadas esgotantes de ginástica rítmica. "Sou mesmo perfeito" ouvimo-los pensar quando nos salões se põem diante dos espelhos depois de "treinarem", olhando, por diante ou atrás o abdómen dividido em quatro ou seis rectângulos, os músculos dorsais, fazem força para perfilar melhor os bíceps, os peitorais, etc.
Se fores a um ginásio podes ver que sempre há um salão com espelhos onde certamente haverá "teens" e não tão "teens" a avaliar a musculatura dos seus corpos. "Com o suor cutâneo a silhueta dos músculos fica mais definida …", é o que dirão.
Mas narciso não só é o rapaz ou a rapariga que vivem para a figura do seu corpo: há alguns mais refinados, desde os que transmutam o rosto com cosméticos, até aos que além de dietas, roupas e modas, se penteiam com métodos sofisticadíssimos.
A Narciso a morte apanhou-o num tanque. E eu pergunto-me, onde é que a morte apanha os narcisos de hoje, que consomem a sua vida no culto idólatra da sua figura; a sobredosse, excesso de hormonas, e eis os que ficam "tesos" com a cirurgia plástica , etc. "Não, eu só faço exercício" diz algum rapaz frequentador do ginásio …
Viver para o corpo é como morte em vida, pois não vives para ti mesmo nem para os outros, mas para a figura do teu corpo. Sem necessidade de falar da doutrina católica e de que o culto do corpo constitui uma forma de idolatria, um elementar sentido humano adverte-nos contra essas formas de perversão.
O meu corpo não me pertence porque não é uma coisa que se possua, também o meu corpo é a minha casa, como dizia a propaganda sem bases filosóficas. O meu corpo é parte da minha humanidade: sou eu mesmo com a minha alma numa união indivisível.
Ao dar atenção desmedida ao meu corpo, em certo sentido estou a tratá-lo como um objecto que possuo. E não é que não deva atender o meu corpo, dizendo melhor, cuidar e atender-me a mim mesmo e por isso mesmo, como parte inseparável do meu ser, aplicar-me ao cuidado do meu corpo. O ginásio e os aerobics são bons: são saúde. Mas não são um fim em si mesmo.
Da próxima vez que fores ao ginásio, procura não olhar-te ao espelho. Faz exercício físico que te ajude a manter a mente desempoeirada e o espírito aberto. Como dizia o sábio pensamento latino: Orandum ut sit, mens sana in corpore sano; quer dizer, "há que fazer oração para ter uma mente sã num corpo são".
Não esqueças a sentença completa porque o homem é uma unidade de espírito e corpo. E o homem não terá são o quinto andar, se o seu espírito e o seu corpo carecem de harmonia; quer dizer, se não está em paz com Deus, com os outros e consigo mesmo: Orandum ut sit, mens sana in corpore sano.
Fonte: paginaseducacao.no.sapo.pt

NARCISO
"Eco era uma bela ninfa, amante dos bosques e dos montes, onde se dedicava a distrações campestres. Era favorita de Diana e acompanhava-a em suas caçadas. Tinha um defeito, porém: falava de mais e, em qualquer conversa ou discussão, queria sempre dizer a última palavra.
Certo dia, Juno saiu à procura do marido, de quem desconfiava, com razão que estivese se divertindo entre as ninfas. Eco, com sua conversa, conseguiu entreter a deusa, até as ninfas fugirem. Percebendo isto, Juno a condenou com estas palavras:
- Só conservarás o uso dessa língua com que me iludiste para uma coisa de que gostas tanto: responder. Continuarás a dizer a última palavra, mas não poderás falar em primeiro lugar.
A ninfa viu Narciso, um belo jovem, que perseguia a caça na montanha. Apaixonou-se por ele e seguiu-lhe os passos. Quanto desejava dirigir-lhe a palavra, dizer-lhe frases gentis e conquistar-lhe o afeto! Isso estava fora de seu poder, contudo. Esperou, com impaciência, que ele falasse primeiro, a fim de que pudesse responder. Certo dia, o jovem, tendo se separado dos companheiros, gritou bem alto:
- Há alguém aqui?
- Aqui - respondeu Eco.
Narciso olhou em torno e, não vendo ninguém, gritou:
- Vem!
- Vem! - respondeu Eco.
- Por que foges de mim? - perguntou Narciso
Eco respondeu com a mesma pergunta.
- Vamos nos juntar - disse o jovem.
A donzela repetiu, com todo o ardor, as mesmas palavras e correu para junto de Narciso, pronta a se lançar em seus braços.
- Afasta-te! - exclamou o jovem, recuando. - Prefiro morrer a te deixar possuir-me.
- Possuir-me - disse Eco.
Mas foi tudo em vão. Narciso fugiu e ela foi esconder sua vergonha norecesso dos bosques. Daquele dia em diante, passou a viver nas cavernas e entre os rochedos das montanhas. De pesar, seu corpo definhou, até que as carnes desapareceram inteiramente. Os ossos transformaram-se em rochedos e nada mais dela restou além da voz. E, assim, ela ainda continua disposta a responder a quem quer que a chame e conserva o velho hábito de dizer a última palavra.
A crueldade de Narciso nesse caso não constituiu uma exceção. Ele desprezou todas as ninfas, como havia desprezado a pobre Eco. Certo dia, uma donzela que tentara em vão atraí-lo implorou aos deuses que ele viesse algum dia a saber o que é o amor e não ser correspondido. A deusa da vingança (Nêmesis) ouviu a prece e atendeu-a.
Havia uma fonte clara, cuja água parecia de prata, à qual os pastores jamais levavam os rebanhos, nem as cabras monteses freqüentavam, nem qualquer um dos animais da floresta. Tmabém não era a água enfeada por folhas ou galhos caídos das árvores; a relva crescia viçosa em torno dela, e os rochedos a abrigavam do sol. Ali chegou um dia Narciso, fatigado da caça, e sentindo muito calor e muita sede. Debruçou-se para desalterar-se, viu a própria imagem refletida e pensou que fosse algum belo espírito das águas que ali vivesse. Ficou olhando com admiração para os olhos brilhantes, para os cabelos anelados como os de Baco ou de Apolo, o rosto oval, o pescoço de marfim, os lábios entreabertos e o aspecto saudável e animado do conjunto. Apaixonou-se por si mesmo. Baixou os lábios, para dar um beijo e mergulhou os braços na água para abraçar a bela imagem. Esta fugiu com o contato, mas voltou um momento depois, renovando a fascinação. Narciso não pôde mais conter-se. Esqueceu-se de todo da idéia de alimento ou repouso, enquanto se debruçava sobre a fonte, para contemplar a própria imagem.
- Por que me desprezas, belo ser? - perguntou ao suposto espírito.
- Meu rosto não pode causar-te repugnância. As ninfas me amam e tumesmo não parece olhar-me com indiferença. Quando estendo os braços, fazes o mesmo, e sorris quando te sorrio, e respondes com acenos aos meus acenos.
Suas lágrimas cairam na água, turbando a imagem. E, ao vê-la partir, Narciso exclamou:
- Fica, peço-te! Deixa-me, pelo menos, olhar-te, já que não posso tocar-te.
Com estas palavras, e muitas outras semelhantes, atiçava a chama que o consumia, e, assim, pouco a pouco, foi perdendo as cores, o vigor e a beleza que tanto encantara a ninfa Eco. Esta se mantinha perto dele, contudo, e, quando Narciso gritava: "Ai, ai", ela respondia com as mesmas palavras. O jovem, depauperado, morreu. E, quando sua sombra atravessou o Estige, debruçou-se sobre o barco, para avistar-se na água.
As ninfas o choraram, especialmente as ninfas da água. E, quando esmurravam o peito, Eco fazia o mesmo. Prepararam uma pira funerária, e teriam cremado o coprpo, se o tivessem encontrado; em seu lugar, porém, só foi achada uma flor, roxa, rodeada de folhas brancas, que tem o nome e conserva a memória de Narciso.
Milton faz alusão à história de Eco e Narciso, na canção da Dama, do poema "Comus". A Dama, procurando os irmãos na floresta, canta, para atrair-lhes a atenção:
Ó Eco, doce ninfa que, invisível,Vives nas verdes margens do MeandroE no vale coberto de violetas,Onde ao luar o rouxinol te embala,Com seu canto nostálgico e suave,Dois jovens tu não viste, por acaso,Bem semelhantes, Eco, ao teu Narciso?Se, em alguma gruta os escondeste,Dize-me, ó ninfa, onde essa gruta estáE, em recompensa, subirás ao céu.E mais graça darás, ó bela ninfa,À Celeste harmonia em seu conjunto!
Além disso, Milton imitou a história de Narciso na descrição, que põena boca de Eva, acerca de sua impressão, ao ver-se, pela primeira vez, refletida na fonte:
Muitas vezes relembro aquele diaEm que fui despertada a vez primeiraDo meu sono profundo. Sob as folhasE as flores, muitas vezes meditei:Quem era eu? Aonde ia? De onde vinha?Não distante de mim, doce ruídoDe água corrente vinha. De uma grutaSaía a linfa e logo se espalhavaEm líquida planície, tão tranqüilaQue outro céu tranqüilo parecia.Com o espírito incerto caminhei e fuiNa verde margem repousar do lagoE contemplar de perto as claras águasQue eram, aos meus olhos, novo firmamento.Ao debruçar-me sobre o lago, um vultoBem em frente de mim apareceuCurvado para olhar-me. RecueiE a imagem recuou, por sua vez.Deleitada, porém, como que avistavaNovamente eu olhei. Também a imagemDentro das águas para mim olhou,Tão deleitada quanto eu, ao ver-me.Fascinada, prendi na imagem os olhosE, dominada por um vão desejo,Mais tempo ficaria, se uma vozNão se fizesse ouvir, advertindo-me:"És tu mesma que vês, linda ciatura."
Fonte: http://www.lunaeamigos.com.br/
NARCISO
A ninfa Liríope passeava tranqüila junto ao rio Cefiso, em cujas margens ninfa alguma podia passar incólume, quando subitamente o rio a enlaçou, e a ela se uniu. Dessa união indesejável nasceu Narciso. Ao nascer a criança, porém, a mãe rejubilou-se pois era um menino dotado de imensa formosura que certamente seria amado por mortais e imortais. Liríope consultou então o cego adivinho Tirésias para saber o futuro da criança. O sábio respondeu que viveria muitos anos se ele não se conhecesse.
O rapaz foi alvo de inúmeras paixões mas permanecia insensível ao amor. Eco, ninfa das montanhas, que tinha sido privada da fala por Hera e condenada a repetir as últimas sílabas das palavras, apaixonou-se pelo rapaz mas como não podia declarar-lhe seu amor se limitava a seguí-lo. Como Narciso a desprezasse, a ninfa, cheia de tristeza, começou a definhar até que um dia morreu. Nêmesis, deusa da Justiça, foi chamada pelas demais ninfas, que revoltadas clamavam por punição para a frieza do rapaz. A deusa condenou Narciso a viver um amor impossível. E foi para cumprir-se a maldição que certo dia, ao se aproximar da fonte de Tespias para se refrescar, o belo rapaz viu sua imagem refletida nas águas. Seduzido por sua própria beleza, apaixonou-se por si próprio, permaneceu ali até morrer. Quando foram em busca do rapaz encontraram tão somente uma singela flor à beira da fonte: um narciso.
Fonte: www.algosobre.com.br
Portal São Francisco